A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira 11 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e candidato à Presidência da República. A Operação Causa Própria investiga suspeitas de desvio de dinheiro do fundo partidário e do fundo eleitoral.
Autorizada pela Justiça Eleitoral, a operação também determinou o afastamento de Rui da direção do partido por 180 dias, além do bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados. O limite estabelecido para a indisponibilidade de valores é de R$ 4,5 milhões, montante apontado como estimativa mínima do prejuízo aos cofres públicos.

Segundo a PF, a apuração teve início após a análise de prestações de contas partidárias e eleitorais e de relatórios de inteligência financeira. Há indícios de que recursos públicos tenham sido repassados a empresas e pessoas sem estrutura compatível com os serviços contratados ou com vínculos diretos ou indiretos com integrantes do partido.
As suspeitas envolvem os crimes de apropriação indébita eleitoral, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. Conforme o site Metrópoles, a investigação alcança um possível esquema de pagamentos do PCO a gráficas.
Em nota, o partido classificou a operação como “ilegal, antidemocrática, uma óbvia perseguição política e eleitoral e uma tática de intimidação”. O PCO afirmou que Rui desconhecia a investigação até a chegada dos agentes e criticou a forma como os mandados foram executados.
A legenda também negou irregularidades. “A única coisa descoberta pela PF é que o serviço foi prestado e que o partido realiza campanhas extremamente espartanas”, declarou. O partido acrescentou que Rui leva uma vida simples e não possui patrimônio incompatível com sua renda.
Rui Costa Pimenta já disputou a Presidência da República pelo PCO em 2002, 2010 e 2014.