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Opinião

Governo Fátima vai enfrentar problemas com educação: greve estadual começa antes do Carnaval

Confira a coluna de Opinião desta quinta-feira (20).
Agora RN
19/02/2025 | 21:35

Faz tempo que a Coluna Opinião vem alertando o Governo Fátima Bezerra em relação à condução da educação. Para agravar a situação, ontem foi aprovado indicativo de greve pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), em ato em frente à Governadoria.

A secretária Socorro Batista (Educação) anda desgastada com a categoria e não conseguiu convencer os professores. Uma proposta de aumento salarial de apenas 2% em março e 4,27% em dezembro de 2025 foi recusada. Antes do Carnaval, ou seja, na próxima semana, terá início a greve estadual.

Greve estadual na educação começa antes do Carnaval. Foto: Reprodução.
Greve estadual na educação começa antes do Carnaval. Foto: Reprodução.

Segundo fonte no Centro Administrativo, a permanência da secretária Socorro Batista torna-se insustentável na pasta. Além dos desgastes com o Sinte-RN, prefeitos e deputados, tecnicamente existe outro problema: o fato de o RN ter recebido a pior nota do Brasil no ensino médio da rede estadual, com 3,2.

Motivos

A agora ex-secretária Lyane Ramalho revelou ontem em seu Instagram um dos motivos pelos quais teve de sair da Secretaria de Saúde do Estado. Ela enfrenta um câncer. “Se tem uma coisa que gostaria de aconselhar neste momento se puder: não deixem de se cuidar! Coloquem sempre sua saúde em primeiro lugar. E se descobrirem que têm alguma doença, vão a fundo para curá-la e controlá-la”, escreveu. Lyane esteve ontem na Liga para tratamento e acompanhamento.

DNA

Quem mais comemorou a chegada do médico infectologista Alexandre Motta na Secretaria de Saúde do Estado foi a deputada estadual Divaneide Basílio (PT). Os dois fizeram dodradinha em 2022, quando Alexandre concorreu a deputado federal pelo PT.

Defesa

O senador Rogério Marinho, líder da oposição, fez questão de andar com Jair Bolsonaro (PL) no Senado horas antes de o ex-presidente ser denunciado pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal. “Não se pode matar uma ideia! A injustiça, o arbítrio e a perseguição não conseguirão calar o sentimento da população e o que o Presidente Bolsonaro representa!! #FechadocomBolsonaro”, escreveu.

Calado

O senador Styvenson Valentim (PSDB) preferiu não se envolver na questão das denúncias contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de no Rio Grande do Norte ser contra ao PT, em Brasília muitas vezes ele vota com a base do Governo Lula, por articulação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Alfinetada

Depois de ver Allyson Bezerra (União Brasil) liderando com folga a pesquisa AgoraSei para governador, o senador Styvenson postou vídeos cobrando do prefeito de Mossoró. Styvenson pediu explicações sobre a aplicação de uma emenda de R$ 11 milhões enviada por ele para ser investida na Amapi. “Atenção Mossoró, faz esse vídeo girar para o prefeito acelerar o repasse deste recursos”, disse.

Empolgação

O nome do secretário Cadu Xavier (Fazenda) empolga a militância e o PT da governadora Fátima Bezerra. Mas, resta saber se os deputados estaduais aliados, ou o PP do deputado João Maia, vão querer mesmo caminhar com a candidatura dele a governador. Hoje, o PSD da senadora Zenaide Maia está mais próximo de Allyson Bezerra que de uma nova aliança com o PT.

Orçamento secreto

O Senado aprovou ontem, por 65 votos a 1, o projeto de lei complementar que resgata recursos não gastos desde 2019. A cúpula do Congresso Nacional quer salvar verbas do orçamento secreto e outras emendas parlamentares que não foram pagas nos últimos anos e são questionadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O projeto ainda será apreciado pela Câmara. O impacto da medida é incerto. O relator da proposta, senador Carlos Portinho (PL-RJ), disse que o impacto máximo seria de R$ 4,6 bilhões, de acordo com dados do Tesouro Nacional. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), porém, citou um impacto ainda maior, em torno de R$ 15,7 bilhões.