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Mundo

Irã declara cooperação com agência da ONU e mantém Estreito de Ormuz aberto

Declaração ocorre após ultimato de Donald Trump e em meio à guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel
Redação
22/03/2026 | 08:06

O Irã afirmou neste domingo 22 que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional e que está disposto a cooperar com a Organização Marítima Internacional (OMI) para garantir a segurança marítima na região. A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dar um prazo de 48 horas para a abertura completa da passagem. As informações são da CNN.

Segundo o representante iraniano junto à agência marítima da ONU, Ali Mousavi, a circulação de embarcações segue permitida, com exceção de navios ligados aos “inimigos do Irã”. Ele afirmou que a travessia no estreito ocorre por meio de coordenação de medidas de segurança com Teerã.

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Estreito de Ormuz segue aberto, segundo autoridades iranianas - Foto: reprodução

“A diplomacia continua sendo a prioridade do Irã. No entanto, a cessação completa da agressão, bem como a confiança mútua, são ainda mais importantes”, disse Mousavi. Ele acrescentou que os ataques israelenses e americanos contra o país estão na “raiz da situação atual no Estreito de Ormuz”.

Ultimato dos Estados Unidos

No sábado 21, Donald Trump afirmou que o Irã tem 48 horas para abrir completamente o Estreito de Ormuz “sem ameaças”. O presidente dos Estados Unidos declarou que, caso isso não ocorra, o país poderá atacar e destruir bases energéticas iranianas.

Guerra no Oriente Médio

O conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel começou em 28 de fevereiro, após um ataque coordenado que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Autoridades do alto escalão também morreram na ação.

Os Estados Unidos informaram ter destruído navios, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos militares iranianos.

Em resposta, o Irã realizou ataques contra países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que os alvos são interesses dos Estados Unidos e de Israel.

Segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos ligadas aos ataques iranianos.

Expansão do conflito e nova liderança

O conflito também se estendeu ao Líbano, onde o Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacou Israel. Em resposta, Israel realizou ofensivas aéreas no território libanês, onde centenas de pessoas morreram.

Após a morte de parte da liderança iraniana, um conselho escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Donald Trump classificou a escolha como um “grande erro” e disse que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.