A fabricante chinesa Farizon pretende ampliar sua presença no mercado brasileiro de veículos comerciais elétricos com o lançamento de um caminhão semileve de 3,5 toneladas entre agosto e setembro deste ano.
O novo modelo chega após a empresa comercializar cerca de 100 unidades do primeiro lote importado da China e representa mais um passo na estratégia de expansão da marca, que aposta no crescimento da eletrificação de frotas voltadas ao transporte urbano e à logística.

Controlada pelo Grupo Geely Holding, a Farizon opera no Brasil por meio do Grupo Timber, empresa do Grupo Randon Rodoparaná responsável pela importação, distribuição e pós-venda dos veículos.
A marca foi apresentada oficialmente ao mercado brasileiro em 2025 e concentrou os meses seguintes na estruturação da rede comercial e de assistência técnica. As vendas passaram a ocorrer efetivamente entre janeiro e fevereiro de 2026.
O primeiro embarque ao país reuniu 134 veículos. Segundo a empresa, aproximadamente 100 unidades já foram comercializadas, impulsionadas principalmente pela van elétrica V6E, responsável por 90 veículos do lote inicial e com estoque praticamente esgotado.
Atualmente, a fabricante oferece cinco modelos no mercado brasileiro, entre vans e caminhões urbanos elétricos de seis e oito toneladas.
Para atender à demanda, a empresa prepara novos embarques da China. A programação inclui mais de 50 unidades adicionais da V6E e o novo caminhão de 3,5 toneladas, destinado ao segmento de entregas urbanas e distribuição de cargas leves.
A ampliação do portfólio acompanha a estratégia da companhia de ocupar nichos ainda pouco explorados no mercado nacional de veículos comerciais eletrificados.
A base de clientes também vem se diversificando. Inicialmente concentrada em grandes operadores logísticos e empresas de comércio eletrônico, a Farizon passou a atender transportadoras, produtores rurais, lavanderias industriais, pequenos importadores e empresas de diferentes setores interessadas em reduzir custos operacionais com combustível e manutenção.
Segundo a fabricante, a decisão de compra nesse segmento está diretamente ligada ao custo total de propriedade (TCO), indicador que considera despesas de aquisição, operação e manutenção ao longo da vida útil do veículo.
O avanço da empresa ocorre em um mercado que ainda se encontra em fase inicial de desenvolvimento no Brasil.
Enquanto a eletrificação dos automóveis de passeio enfrenta desafios relacionados ao preço e à infraestrutura de recarga, o segmento de veículos comerciais vem registrando maior aceitação entre empresas, impulsionado pela previsibilidade das rotas urbanas e pelo potencial de redução de custos operacionais.
Fabricantes chinesas têm ampliado sua participação ao oferecer modelos com configurações mais simples e preços competitivos, mesmo após a retomada gradual da tributação sobre veículos elétricos importados.
A expectativa do setor é que a adoção de caminhões e vans elétricos continue avançando por meio de projetos-piloto e da renovação gradual das frotas corporativas.
À medida que operadores logísticos e empresas comprovam ganhos de eficiência, redução de gastos com energia e manutenção e menor emissão de poluentes, a tendência é de expansão da demanda por veículos comerciais eletrificados, segmento que tem atraído investimentos de montadoras globais e acelerado a concorrência no mercado brasileiro.