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Economia

Lula autoriza plano para proteger pequenos empresários contra tarifaço dos EUA

Governo vai liberar crédito, apoiar pequenos empresários e comprar alimentos de setores prejudicados pela tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos
Redação
07/08/2025 | 15:04

O presidente Lula (PT) autorizou a implementação das primeiras medidas do plano de contingência contra o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. A decisão, confirmada por fontes da CNN Brasil, mira especialmente a proteção de pequenos empresários, considerados os mais vulneráveis à nova taxação.

A tarifa norte-americana de 50% sobre certos produtos brasileiros começou a valer na quarta-feira 6 e, segundo levantamento preliminar do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), atinge cerca de 35,9% das exportações do Brasil para os EUA.

Exportações corresponderam, nos primeiros seis meses do ano, a 484,1 milhões de dólares, o que significa um aumento de 83,1% em relação ao mesmo período de 2023 - Foto: Sandro Menezes/Assecom
Tarifa de 50% imposta pelos EUA afeta quase 36% das exportações do Brasil, segundo dados do governo federal. | Foto: Sandro Menezes/Assecom

Com o aval do presidente, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) já elaboram notas técnicas para colocar em prática o plano emergencial. A estratégia do governo inclui a liberação de linhas de crédito específicas, ações de estímulo à produção nacional e compras governamentais de alimentos em setores mais afetados.

“O foco do plano são os pequenos empresários, que muitas vezes não têm alternativas aos Estados Unidos como mercado consumidor”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao confirmar que o plano de contingência foi entregue a Lula nesta quarta-feira 6.

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Ainda de acordo com o governo, cerca de 700 produtos brasileiros foram poupados da nova taxação. Entre as exceções estão aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro — itens relevantes para a balança comercial do país e para estados exportadores como São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rio Grande do Norte.

As medidas econômicas serão detalhadas nos próximos dias pelo Ministério da Fazenda, em conjunto com outros órgãos da área econômica e produtiva. A expectativa do governo é mitigar os efeitos da nova barreira tarifária e preservar empregos e a competitividade de pequenas e médias empresas brasileiras.

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