O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira 18 que o governo federal deverá encerrar os subsídios concedidos aos combustíveis caso se consolide o acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos e haja estabilidade na queda dos preços internacionais do petróleo.
Segundo o ministro, a equipe econômica acompanhará a evolução das cotações e seus reflexos sobre os preços internos antes de definir o momento adequado para retirar as medidas de apoio ao setor. A expectativa é que a redução do preço do barril contribua para aliviar a inflação por meio da queda nos valores da gasolina e do diesel.

“A gente tem visto que o preço do combustível tem caído no Brasil. Espero que agora, com esse cessar-fogo que foi recentemente anunciado, a gente siga com a diminuição do preço do petróleo, fazendo com que a inflação diminua com a redução do preço dos combustíveis”, afirmou Durigan após participar de audiência conjunta das comissões de Agricultura e de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados. “Vamos monitorar, mas a tendência é acabar os subsídios”, acrescentou.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, integrantes da área política também admitem que o governo pretende retirar as subvenções criadas durante o conflito assim que houver segurança de que o cenário internacional se estabilizou.
As medidas foram adotadas para reduzir os impactos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio e evitar o repasse integral dos aumentos aos preços internos, especialmente do diesel e da gasolina, minimizando os efeitos sobre a inflação.
Nesta quinta-feira, a Petrobras informou, por meio de fato relevante, que recebeu a primeira parcela do programa de subvenção à comercialização do óleo diesel, no valor de R$ 752 milhões.