O custo da construção civil no Rio Grande do Norte manteve trajetória de alta em maio e reforçou os desafios enfrentados pelo setor em um cenário de pressão sobre insumos, mão de obra e logística. O Custo Unitário Básico da Construção (CUB/RN) registrou aumento de 1,1% em relação a abril, alcançando R$ 2.105,30 por metro quadrado. Com o resultado, o indicador acumula o quarto avanço consecutivo em 2026.
Divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Rio Grande do Norte (Sinduscon-RN), o CUB é uma das principais referências utilizadas por construtoras, incorporadoras, investidores e instituições financeiras para elaboração de orçamentos, acompanhamento de contratos e análise da evolução dos custos do setor.

A sequência de aumentos observada ao longo do ano reflete a elevação de diversos componentes que influenciam diretamente a atividade, como materiais de construção, mão de obra, transporte, combustíveis, energia e demais insumos utilizados nas obras. O movimento ocorre em um contexto de incertezas econômicas e impactos decorrentes do ambiente internacional, que têm provocado oscilações nos custos de produção em diferentes segmentos da economia.
Para o presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, a alta do indicador exige atenção redobrada das empresas e dos agentes envolvidos na cadeia produtiva. “Observamos um ambiente de aumento de custos que tem sido influenciado tanto por fatores internos da economia brasileira quanto por fatores externos, incluindo as recentes tensões internacionais e seus reflexos sobre combustíveis, energia e logística. É um cenário que exige planejamento e atenção por parte de toda a cadeia produtiva da construção”, afirmou.
Segundo o dirigente, os reflexos são ainda mais sensíveis em contratos de longo prazo, nos quais os custos efetivos podem superar os valores inicialmente projetados. A situação pode comprometer a execução financeira dos empreendimentos e exigir revisões contratuais para garantir a continuidade das obras.
“Em muitos casos, os custos têm avançado em ritmo superior ao inicialmente previsto nos contratos, o que gera desequilíbrios que precisam ser tratados com agilidade. É importante que existam mecanismos céleres de reequilíbrio contratual para garantir a continuidade dos investimentos e a execução das obras”, destacou Azevedo.