BUSCAR
BUSCAR
Política

Ciro Gomes diz que Lula e Bolsonaro são “rigorosamente iguais” e admite possível acordo com o PL no Ceará

Ex-ministro diz que pretende disputar o governo do Ceará, descarta apoio ao filho de Jair Bolsonaro e reforça posição de oposição aos dois polos políticos
Redação
20/06/2026 | 09:30

O ex-ministro Ciro Gomes afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são “rigorosamente iguais” na condução da política econômica do país. A declaração foi dada em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira 19.

Pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro disse que, apesar das diferenças de discurso e estilo, ambos adotam fundamentos semelhantes na gestão econômica. Entre os pontos citados por ele estão câmbio flutuante, meta de inflação, superávit primário, autonomia do Banco Central e políticas relacionadas à Petrobras e à reforma da Previdência.

Ciro Gomes diz que Lula e Bolsonaro são “rigorosamente iguais” e admite possível acordo com o PL no Ceará - Agora RN
Ciro Gomes comentou cenário político nacional e afirmou que não vê diferenças entre Lula e Bolsonaro em entrevista à revista VEJA Foto: José Cruz/Agencia Brasil

“Fui candidato a presidente disputando com Lula e Bolsonaro. Tirando a estética, os dois são rigorosamente iguais”, afirmou.

Na avaliação do ex-ministro, os dois líderes seguem diretrizes econômicas parecidas, o que, segundo ele, evidencia a continuidade de um mesmo modelo de gestão no país, independentemente do governo.

Apesar das críticas, Ciro afirmou que não descarta uma composição política regional com o PL no Ceará, destacando que alianças locais podem seguir dinâmicas diferentes da política nacional.

“A nossa desavença nacional com o PL é insuperável. Apoiar Flávio Bolsonaro não está em discussão”, disse, ao comentar possíveis articulações no estado.

A sinalização ocorre mesmo após resistências dentro do próprio partido, incluindo críticas de lideranças ligadas ao bolsonarismo. Ciro também reconheceu que seu histórico de embates com o ex-presidente Jair Bolsonaro pode dificultar aproximações mais amplas.

A entrevista reforça o posicionamento do ex-ministro de se colocar como alternativa crítica tanto ao PT quanto ao bolsonarismo no cenário político nacional, ao mesmo tempo em que admite flexibilizações no contexto estadual.