A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte quer freio na tramitação do projeto que corta a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. A entidade reforçou a mobilização empresarial contra uma votação apressada, tema que a diretoria discutiu em Natal, na quinta-feira 3.
Quem fala pela Fecomércio RN é Marcelo Queiroz. Segundo o presidente da entidade, a federação vem acompanhando o andamento da proposta no Congresso, lado a lado com a confederação nacional do setor. O pedido tem duas partes: adiar a discussão para depois das eleições e submetê-la a estudos sobre os efeitos econômicos.

A posição não é de recusa. A entidade não rejeita reorganizar jornada — defende que isso se dê por negociação coletiva e que respeite as diferenças entre comércio, serviços e turismo, atividades que funcionam em horário ampliado, abrem no fim de semana e dependem muito de mão de obra.
Na mesma reunião entraram outros três assuntos: a tributação sobre compra internacional, a fase de transição da reforma tributária e o quadro fiscal do estado. O raciocínio que costura tudo é o mesmo — mudança de alcance nacional precisa preservar emprego, evitar salto repentino de custo e dar às empresas tempo de se adaptar.