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Economia

Fecomércio RN quer o fim da escala 6×1 discutido só depois das eleições e com estudo de impacto

Federação defende negociação coletiva e alerta para o peso da mão de obra em comércio, serviços e turismo, atividades com horário ampliado e forte dependência de pessoal
Agora RN
09/09/2026 | 18:46

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte quer freio na tramitação do projeto que corta a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. A entidade reforçou a mobilização empresarial contra uma votação apressada, tema que a diretoria discutiu em Natal, na quinta-feira 3.

Quem fala pela Fecomércio RN é Marcelo Queiroz. Segundo o presidente da entidade, a federação vem acompanhando o andamento da proposta no Congresso, lado a lado com a confederação nacional do setor. O pedido tem duas partes: adiar a discussão para depois das eleições e submetê-la a estudos sobre os efeitos econômicos.

Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN
Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN

A posição não é de recusa. A entidade não rejeita reorganizar jornada — defende que isso se dê por negociação coletiva e que respeite as diferenças entre comércio, serviços e turismo, atividades que funcionam em horário ampliado, abrem no fim de semana e dependem muito de mão de obra.

Na mesma reunião entraram outros três assuntos: a tributação sobre compra internacional, a fase de transição da reforma tributária e o quadro fiscal do estado. O raciocínio que costura tudo é o mesmo — mudança de alcance nacional precisa preservar emprego, evitar salto repentino de custo e dar às empresas tempo de se adaptar.