Cada turista que passou pelo Rio Grande do Norte entre janeiro e julho deste ano deixou, em média, R$ 620,40 no destino. No mesmo período do ano passado o valor era de R$ 446,80 — a diferença equivale a um salto de 38,4% e aponta para uma circulação maior do dinheiro trazido por quem visita o estado.
Os dados saem do Sistema de Inteligência Turística do Rio Grande do Norte, plataforma mantida pela Empresa Potiguar de Promoção Turística, a Emprotur, que responde pela divulgação do destino. O sistema reúne indicadores pensados para orientar decisões tanto do poder público quanto da iniciativa privada no setor.

Há uma distinção relevante dentro do número. Se a conta considerar apenas os visitantes brasileiros, o avanço do gasto médio cai para 6,8%. A distância entre esse percentual e o crescimento geral mostra que a alta não veio só do bolso dos turistas nacionais — o peso econômico dos demais mercados emissores ajuda a explicar o resultado.
Na leitura da Emprotur, o turismo potiguar já roda em patamares parecidos com os de antes da pandemia.
O gasto maior por visitante amplia o efeito da movimentação turística sobre hospedagem, alimentação, transporte, comércio e serviços. Vale a ressalva: tomado isoladamente, o indicador não diz como essa renda se espalhou entre os diferentes destinos do estado nem entre os segmentos que compõem a cadeia.