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Economia

Banco Central admite que inflação deve continuar alta nos próximos anos

Instituição prevê inflação fora da meta e mantém juros altos para conter o aumento dos preços
Redação
09/07/2025 | 14:42

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo afirmou, nesta quarta-feira 9, que a inflação no Brasil deve continuar acima da meta nos próximos três anos. Ele explicou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, já está alto e que muitos produtos e serviços continuam com preços elevados, mesmo com o aumento dos juros.

Durante reunião da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, Galípolo disse que já precisou enviar uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em janeiro deste ano, explicando o motivo da meta não ter sido cumprida em 2024, e provavelmente terá que escrever outra carta em breve.

galípolo Jose Cruz Agência Brasil
Presidente do BC diz que meta não será cumprida e taxa de juros continua alta para tentar controlar preços. | Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ele explicou que, hoje, 72,5% dos itens que compõem o IPCA estão acima da meta de 3%. Além disso, 58,8% desses itens superam o teto da meta, que é 4,5%, e 45,1% já estão com preços que ultrapassam o dobro da meta, ou seja, 6%.

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O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, chamada Selic, para tentar controlar a inflação. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC aumentou a taxa para 15% ao ano, o maior nível desde 2006. Segundo Galípolo, a previsão é que o aumento nos juros pare em julho deste ano, mas a taxa deve continuar alta por um período “bastante prolongado”, até que a inflação volte para perto da meta.

A meta de inflação é definida pelo Comitê Monetário Nacional (CMN) e hoje está fixada em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Quando a inflação fica fora desse limite por mais de seis meses, o presidente do BC é obrigado a justificar o descumprimento da meta ao ministro da Fazenda.

Em 2024, a inflação fechou em 4,83%, acima da meta e do limite tolerado, o que já havia obrigado Galípolo a enviar a primeira carta explicando o problema. O BC informou que vai continuar monitorando os preços e analisando se os juros atuais serão suficientes para reduzir a inflação nos próximos meses.

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