O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abre nesta terça-feira 25 a operação do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola no Rio Grande do Norte. A reunião censitária estadual será realizada às 10 horas, no auditório da Superintendência Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Natal, e reunirá órgãos públicos e entidades ligadas a produtores e trabalhadores rurais. O encontro inicia a articulação necessária para o levantamento dos estabelecimentos agropecuários nos 167 municípios potiguares. O IBGE apresentará o planejamento da operação, a metodologia da pesquisa, as ferramentas utilizadas no trabalho de campo e as alterações feitas em relação ao Censo Agropecuário de 2017, último retrato completo do setor rural brasileiro.
Acompanhamento
Participarão da reunião coordenadores estaduais do Censo, dirigentes da Conab no Rio Grande do Norte, representantes dos governos Federal e do Estado, além de instituições ligadas à agricultura, à pecuária, à produção florestal e à aquicultura. A presença dessas organizações deverá auxiliar na localização das propriedades, na divulgação da pesquisa e no acesso dos recenseadores às diferentes regiões do Estado. O Censo Agropecuário investiga a estrutura e a atividade econômica dos estabelecimentos rurais. O questionário reúne informações sobre tamanho e uso das terras, produção vegetal e animal, aquicultura, extração florestal, mão de obra, receitas, despesas, máquinas, irrigação, armazenagem, financiamento, assistência técnica, práticas ambientais e uso de tecnologias. Os dados serão divulgados até o nível municipal. As informações permitem identificar mudanças no perfil dos produtores, na ocupação de trabalhadores, na distribuição das terras e na composição da produção. Também servem de base para políticas de crédito, seguro rural, assistência técnica, regularização fundiária, infraestrutura e abastecimento. No Rio Grande do Norte, a nova pesquisa atualizará informações que têm como referência principal o levantamento de 2017. Naquele ano, o IBGE identificou 63.452 estabelecimentos agropecuários no Estado, distribuídos por uma área de 2,72 milhões de hectares. A agricultura familiar respondia por 50.680 unidades, ou 79,9% do total. Apesar de concentrar quatro em cada cinco estabelecimentos, esse grupo ocupava 946,5 mil hectares, o equivalente a 34,8% da área recenseada. Os produtores não familiares somavam 12.772 unidades e controlavam 1,77 milhão de hectares. O levantamento anterior também contabilizou 213.883 pessoas trabalhando nos estabelecimentos potiguares. Desse contingente, 145.003 estavam em unidades familiares. Os dados mostram o peso dos pequenos produtores na geração de trabalho e renda no interior, ainda que a maior parcela das terras esteja vinculada a propriedades não familiares. A produção agropecuária do Estado passou por mudanças desde o último Censo. A expansão da energia renovável no meio rural, a ampliação da fruticultura irrigada, o avanço da produção de camarão, a modernização da pecuária leiteira e o crescimento da geração solar distribuída alteraram a utilização das propriedades e a demanda por mão de obra, máquinas e serviços.
