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Informe do Correio

Styvenson mantém apoio com reserva à direita

Confira os destaques da coluna Informe do Correio, publicada em O CORREIO DE HOJE nesta terça-feira 24
Por O Correio de Hoje
24/06/2026 | 16:53

O senador Styvenson Valentim (Podemos) mantém apoio declarado ao campo da direita, mas suas declarações mais recentes mostram uma posição apartada dos principais palanques do grupo no Rio Grande do Norte e no plano nacional. Em entrevista ao Jornal das 6, da 96 FM Natal, nesta terça-feira 23, o senador reafirmou que apoia o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) para o Governo do Estado e o Coronel Hélio (PL) para o Senado, mas disse que, neste momento, segue priorizando agenda própria de mandato.

Styvenson afirmou que até 4 de julho continuará dedicado a entregas, fiscalização de obras e assinatura de ordens de serviço ligadas a emendas parlamentares. Segundo ele, só depois desse prazo poderá compatibilizar sua agenda com a de Álvaro.

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“Eu não estou conseguindo acompanhar a agenda dele porque ele está indo para eventos, para festas, e eu estou indo para entregas ou assinaturas de ordens de serviço ou fiscalização de obras”, disse.

O senador afirmou que não tem problema em pedir votos para Álvaro e Hélio, mas diferenciou sua atuação da agenda política dos aliados. Disse já ter participado de compromissos pontuais com Álvaro e citou novas agendas em Santa Cruz e Acari, porém ressaltou que ainda tem “restrições e limites de aparecer em festa”.

No plano nacional, Styvenson também adotou tom cauteloso em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem já havia declarado apoio para presidente. Ao comentar os desdobramentos do caso Banco Master, afirmou estar “um pouco retraído” diante do avanço das investigações, que, segundo ele, atingem parte do Senado e ministérios.

As falas indicam que Styvenson permanece alinhado ao campo da direita, mas evita, neste momento, uma vinculação mais intensa aos palanques de Álvaro Dias, Coronel Hélio e Flávio Bolsonaro. A estratégia reforça uma característica que o acompanha desde o início da trajetória política: a tentativa de preservar uma identidade própria, centrada na fiscalização de obras, na destinação de emendas parlamentares e na defesa de uma atuação menos associada às estruturas partidárias tradicionais.

Embora mantenha os apoios anunciados, o senador sinaliza cautela diante do ambiente político nacional e das investigações em curso, optando por concentrar esforços na agenda institucional do mandato antes de assumir papel mais ativo nas articulações eleitorais de 2026.