A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal reforçou o esquema de segurança na Praça dos Três Poderes e em alguns pontos da capital nesta semana que marca o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Além de mais efetivo na praça, policiais vão ficar nas ruas que dão acesso às residências oficiais da Câmara dos Deputados e do Senado.
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pelos prédios presidenciais, está colocando gradis em volta do Palácio do Planalto. Também haverá um reforço de segurança nas instalações do Planalto, do Palácio da Alvorada e do Jaburu, residências oficiais da Presidência da República e da vice-presidência.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, explicou que, além do aumento de efetivo nessas regiões e utilização de gradis, haverá revista de pessoas que se aproximarem da Praça dos Três Poderes e estiverem portando mochilas, assim como ocorre em dias de grandes eventos culturais na Esplanada dos Ministérios. Haverá ainda o uso de drones.
“O Supremo permitiu que pessoas assistam ao julgamento lá de dentro. A gente tem alertado que faremos a revista das pessoas que forem para a Praça dos Três Poderes”, explicou Avelar.
Também haverá um núcleo de inteligência montado na SSP, com a participação de policiais legislativos e servidores do governo federal, para identificar possíveis riscos ao longo da semana. A previsão é que esta célula fique montada até o dia 8 de setembro, podendo ser prorrogado.
PABLLO VITTAR
A Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Natal rejeitou o projeto que concedia o título de Cidadania Natalense a Phabullo Rodrigues da Silva, que monta a drag queen Pabllo Vittar. A proposta era da vereadora Thabatta Pimenta (Psol) e foi relatada por Brisa Bracchi (PT) na comissão. Ao defender a aprovação, a relatora argumentou que Pabllo é “símbolo de resistência LBGT” e tem “papel significativo para juventude que passa por descobertas e contra o bullying”.
PABLLO VITTAR 2
O presidente da Comissão, vereador Aldo Clemente (PSDB), divergiu da relatora. “Sou muito criterioso em voto de título de cidadão natalense (…) Não tenho nada contra a pessoa, o artista. Mas não encontro atributos que justifique conceder a honraria”, disse. A posição dele foi acompanhada pelos vereadores Tony Henrique (PL) e Fúlvio Saulo (Solidariedade), que também votaram contra o projeto.
TEU PASSADO TE CONDENA
Única esperança dos bolsonaristas no julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux já afirmou categoricamente que a Constituição brasileira não permite anistia a crimes contra a democracia. Fux fez a afirmação em maio de 2023, no voto que proferiu quando a Corte analisou, e derrubou, o indulto que o então presidente Bolsonaro concedeu ao deputado Daniel Silveira. Disse ainda que o voto de Rosa Weber contra Silveira “não deixou pedra sobre pedra”.
LUTO
Fabio Wajngarten, ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicações da Presidência, sugeriu que os brasileiros usem preto durante a semana como forma de protesto contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começa nesta terça-feira 2 no Supremo Tribunal Federal (STF). “Que tal todos vestirem preto a semana toda? Forma de demonstrarmos o LUTO da DEMOCRACIA do Brasil. Vamos pra cima, Venceremos!”, disse.
LUPI NA CPMI
Um dos principais alvos da CPI do INSS, o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) afirmou que vai prestar depoimento ao colegiado na próxima segunda-feira 8. O escândalo dos descontos indevidos levou à demissão de Lupi do comando da pasta, em maio. Antes, ele se viu desautorizado publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando foi anunciada a demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. A decisão não foi comunicada previamente ao ex-ministro.
RANKING DIGITAL
Lula assumiu em agosto a liderança do Índice Datrix dos Presidenciáveis (IDP) pela primeira vez desde sua criação, em janeiro. O ranking mede o desempenho digital de potenciais candidatos ao Planalto, utilizando inteligência artificial para analisar dados de redes sociais como X, Facebook, Instagram e YouTube. O presidente alcançou 24,39 pontos, uma alta de 15% em relação a julho —quando apresentou um leve avanço devido ao tarifaço de Donald Trump.
DITADURA
As famílias de 63 vítimas da ditadura militar brasileira receberam certidões de óbito retificadas que reconhecem a responsabilidade do Estado pelas mortes e desaparecimentos. A cerimônia de entrega ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), promovida pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O colegiado foi interrompido em 2019, no início do governo de Jair Bolsonaro (PL), e retomado em 2024.