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Informe do Correio

Governo privilegia festa e ignora saúde

Confira os destaques da Coluna Informe do Correio, publicada na edição de O Correio de Hoje desta sexta-feira, 17 de abril de 2026
Por O Correio de Hoje
17/04/2026 | 17:15

O deputado estadual José Dias (PL) fez duras críticas ao Governo do Rio Grande do Norte durante sessão na Assembleia Legislativa, ao denunciar o que classificou como tratamento desigual na liberação de emendas parlamentares. Segundo ele, recursos destinados à saúde vêm sendo preteridos, enquanto verbas para eventos festivos estariam sendo priorizadas.

“Minhas emendas não são para festa. São, em cerca de 80%, para a saúde humana, saúde animal, agricultura familiar e cultura. E não foram liberadas”, afirmou o parlamentar, citando ainda que o governo faz uma “garfada” na execução de suas indicações orçamentárias.

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José Dias foi direto ao comparar prioridades do Executivo estadual: “Liberaram dinheiro para carnaval enquanto falta remédio no hospital. Isso é inaceitável”. Para ele, o problema não está na existência de emendas destinadas a eventos, mas na escolha de quais recursos são efetivamente pagos. “Eu não proíbo ninguém de colocar emenda para festa. Mas acho errado quando falta comida para doente e remédio nos hospitais”, disse.

O deputado também acusou o governo de agir com critérios políticos. “O que é grave é liberar praticamente todas as emendas de alguns deputados e menos de 50% de outros. Isso é desigualdade, é imoral e ilegal”, declarou. Segundo ele, há inclusive decisões judiciais determinando o pagamento de emendas não executadas.

Em tom ainda mais incisivo, José Dias afirmou que “o dinheiro do Estado não é do governo, nem de partido, é do povo”, e criticou o que chamou de uso político dos recursos públicos. “Quando o governo escolhe o que pagar, está fazendo politicagem da pior categoria”, disparou.

Allyson mira finanças e critica PT

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União) intensificou o discurso crítico à situação financeira do Estado ao estabelecer comparações entre sua gestão em Mossoró e o atual modelo conduzido pelo governo do PT e por seu adversário, o ex-secretário da Fazenda Cadu Xavier.

Durante entrevista em Macaíba, Allyson afirmou que o Estado apresenta um quadro preocupante, citando dados oficiais. “O Rio Grande do Norte tem nota C na Capag. Está tudo em vermelho lá”, declarou, ao se referir à avaliação da capacidade de pagamento dos entes federativos. Segundo ele, o cenário inclui “um déficit de 3 bilhões de reais de restos a pagar” e “2 bilhões de reais de previdência”, classificando a situação como resultado de erros graves de gestão. “Do ponto de vista financeiro, fizeram um crime com o Rio Grande do Norte. Desajustaram este estado. Erraram muito. Erraram feio”, disse.

Sem citar diretamente o nome de Cadu Xavier em todos os momentos, Allyson vinculou a responsabilidade ao grupo que comandou a política econômica estadual nos últimos anos. Ao defender sua posição contrária ao aumento de tributos, afirmou: “Eu não defendo aumento de imposto. Quem defende aumento de imposto é quem já foi secretário e teve um aumento de imposto”.

O pré-candidato também buscou diferenciar sua experiência administrativa, destacando resultados em Mossoró. “As contas que eu administrei têm nota A na Capag. É tudo verde”, afirmou, apontando regularidade fiscal, pagamento em dia de salários e reorganização previdenciária como evidências de gestão eficiente.

Ao projetar o debate eleitoral, Allyson sustentou que o Estado não pode repetir modelos que considera fracassados. “O Rio Grande do Norte não pode correr o risco de ter um novo gestor incompetente do ponto de vista financeiro, desorganizado”, declarou, em crítica indireta ao atual grupo governista.

Álvaro chama hospital de improviso em Mossoró

O ex-prefeito de Natal e pré-candidato ao Governo do Estado Álvaro Dias (PL) fez críticas diretas à gestão do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União) ao questionar a estrutura do Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, inaugurado neste ano. Segundo Álvaro, a unidade não pode ser comparada ao hospital construído em Natal e classificou o equipamento mossoroense como “uma unidade de saúde adaptada para funcionar como hospital”.

A crítica surgiu após Allyson acusá-lo de “estelionato eleitoral” pela inauguração do Hospital Municipal de Natal sem funcionamento pleno. Ao rebater, Álvaro elevou o tom e colocou em dúvida a efetividade da unidade em Mossoró. “Esse hospital de Mossoró… vá lá saber qual é o funcionamento dele, quantos pacientes ele atende”, afirmou, ao sugerir que o equipamento não possui estrutura hospitalar completa.

O ex-prefeito também questionou a forma como a entrega foi apresentada à população. “Eu, se fosse gestor, não diria que estava ali inaugurando e entregando à população um hospital”, declarou, indicando que, na sua avaliação, houve exagero na caracterização da obra.

Ao longo da entrevista, Álvaro reforçou a comparação com o hospital de Natal, destacando que a unidade da capital terá quase 300 leitos, capacidade para diversas especialidades médicas e estrutura de exames de alta complexidade. Para ele, há diferença significativa entre os dois projetos.