O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), tem conseguido destaque ao mostrar que resultados concretos na educação pública são possíveis. O programa “De Mossoró para o Mundo”, que oferece intercâmbio internacional para alunos da rede municipal, com todas as despesas pagas pela Prefeitura, chama atenção dentro e fora do Estado.
Com passagens, hospedagem, alimentação, material, visto e curso preparatório de inglês custeados pelo município, o projeto selecionou 200 estudantes de 23 escolas. A iniciativa combina mérito acadêmico, capacitação e inclusão — em um formato pouco comum na gestão pública potiguar.

Pré-candidato ao Governo do Estado em 2026, Allyson tem usado ações como essa para consolidar sua imagem de gestor eficiente e atento à pauta educacional. O prefeito também se destaca pela comunicação direta nas redes sociais, linguagem simples e forte engajamento popular.
Os números das últimas pesquisas eleitorais indicam crescimento de sua presença entre os eleitores, especialmente fora de Mossoró. A percepção é de que Allyson tem conseguido ocupar espaço político ao apresentar resultados visíveis e investir em temas de forte apelo social, como educação e juventude.
Sem recorrer a discursos grandiosos, aposta em ações práticas e de alto impacto simbólico, o que tem lhe garantido visibilidade em um cenário político carente de exemplos de gestão eficiente.
ALERTA ORÇAMENTÁRIO
Relator da Lei Orçamentária 2026, o deputado Tomba Farias (PL) revelou que o Rio Grande do Norte terá um déficit de R$ 1,5 bilhão no próximo ano. No projeto enviado pelo governo, a receita prevista é de R$ 25,67 bilhões e as despesas chegam a R$ 27,22 bilhões. O maior peso está na folha do funcionalismo, que deve saltar de R$ 968 milhões para R$ 1,3 bilhão mensais, puxada por reajuste geral de 7% e decisões judiciais. Tomba alertou para o risco de dificuldade no pagamento do 13º salário em 2026.
SACRIFÍCIO COLETIVO
Tomba classificou como “gravíssima” a situação fiscal do Estado e alertou o vice-governador Walter Alves (MDB), que assumirá em 2026, pode atrasar a folha salarial já em março. Ele defendeu cortes estruturais e propôs que todos os poderes — Assembleia, TJ, MP e TCE — reduzam seus orçamentos como gesto de sacrifício coletivo. Ele citou a privatização da Caern como exemplo de medida capaz de salvar o Estado financeiramente.
DESENVOLVIMENTO
O vice-governador Walter Alves (MDB) se reuniu com dirigentes do Banco do Nordeste, Jeová Lins e Sartre Prachedes, para discutir o balanço de ações de 2025 e novas oportunidades de crédito. O encontro tratou de investimentos em infraestrutura e apoio ao empreendedorismo, com foco em estimular a economia potiguar. Walter destacou a importância da parceria entre o Governo do RN e o BNB para gerar emprego e renda, afirmando que o Estado precisa fortalecer políticas voltadas à inclusão produtiva e desenvolvimento regional.
INDEPENDÊNCIA
O senador Rogério Marinho (PL) votou contra a recondução de Paulo Gonet à Procuradoria-Geral da República, afirmando que o Brasil precisa de uma PGR independente e fiel à Constituição. Em discurso, criticou o Supremo Tribunal Federal por adotar “jurisprudência de conveniência política” e dar tratamento desigual a Bolsonaro e Lula. Marinho acusou o STF de politizar o foro privilegiado e disse que o Ministério Público não pode servir a “interesses de ocasião”, mas sim à defesa da legalidade e das instituições democráticas.
FISCALIZAÇÃO
O vereador Cláudio Custódio (PP) afirmou que o Hospital Municipal de Natal “não está concluído”, apesar das declarações do ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos). Ele ironizou a situação, dizendo que a obra “parece um puxadinho de casa”, e acusou o ex-gestor de ter inaugurado uma estrutura inacabada. Cláudio também cobrou da governadora Fátima Bezerra (PT) providências para restaurar os tomógrafos quebrados do Hospital Walfredo Gurgel, denunciando falhas graves na gestão estadual da saúde pública.