O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nos próximos 60 dias o pedido de liberação do PL do deputado federal João Maia, que teve carta de anuência assinada pelo presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto. Antes, as conversas de bastidores já avançam para o futuro político de João e seu grupo político. Vários prefeitos, vice-prefeitos e lideranças no Estado aguardam essa decisão para embarcarem na futura sigla. João prestigiou, na liderança do União Brasil, a filiação do prefeito Allyson Bezerra de Mossoró. Mas, nada decidido ainda para ele ir para a sigla, que já tem os deputados federais Paulinho Freire e Benes Leocádio.
Um partido que entrou no radar de João Maia foi o MDB, que tem na Esplanada: Renan Filho no Ministério dos Transportes, Jáder Filho no Ministério das Cidades e Simone Tebet no Ministério do Planejamento. João teve conversas com o vice-governador Walter Alves, dirigente local do partido. Em 2026, Walter poderá concorrer ao Governo do Estado e não lançaria nomes da família a deputado federal. João Maia poderia ser um nome dos bacuraus para se fortalecer no interior.

Depois de anos fortalecendo o PL no Rio Grande do Norte, João foi “convidado” a sair do comando da sigla pelo senador Rogério Marinho, que já implanta uma nova ideologia para sigla, fazendo oposição radical ao PT e aos governos Fátima Bezerra e Lula. Rogério iniciou uma “bolsonarização” do PL no RN de olho nas eleições 2024 e 2026. O radicalismo político anda afastando prefeitos no interior, que não comungam com esse pensamento de nacionalizar as campanhas municipais do ano que vem.
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FAZER AS VEZES
Começa a chamar a atenção em radares do Rio Grande do Norte as agendas do ex-deputado Henrique Eduardo Alves em Brasília. Ontem, ele postou em redes sociais que foi recebido pelo secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro. “Conversamos, entre outras obras no RN, sobre a Reta Tabajara, que esperamos desde 2015. Foram 6 km em 2022 e 2 km em 2023. Uma demora absurda! Dia 28, o ministro dos transportes, Renan Filho virá ao RN entregar ao povo potiguar 4,5 km que inclui viaduto da rotatória, na BR 226 com a BR 304 e um novo trecho que interliga o município de Macaíba ao Aeroporto Internacional Aluízio Alves. Os 3 km restantes serão licitados no segundo semestre deste ano. A Reta Tabajara custará, com acréscimos, 180 milhões de Reais. RN precisa de união e somar forças! Vamos acompanhar e cobrar!”, escreveu.
CUSTOS
Mesmo derrotado para deputado federal com saldo de pouco mais de 11 mil votos, Henrique Alves anda posando com prestígio na Explanada dos Ministérios, em Brasília. Nos últimos dias esteve no Ministério das Cidades, ao lado da prefeita Divanize, de Baraúna, e do deputado estadual Ivanilson Oliveira (União Brasil). Hildo Rocha, o secretário executivo que chama Henrique de deputado e de presidente, é deputado federal pelo MDB do Maranhão e está licenciado para ocupar o cargo no Ministério.
CAIXA
A governadora Fátima Bezerra recebeu ontem na Governadoria a presidente da Caixa Econômica, Rita Serrano. A deputada Natália Bonavides e o vice-governador Walter Alves, além de prefeitos, participaram do encontro. A Caixa honrará com o contrato de R$ 43 milhões para o Pró-Moradia, firmado com o Governo do Rio Grande do Norte, que estava travado desde 2010.
VOZ
Já recuperado da saúde, o líder da oposição no Congresso, senador Rogério Marinho (PL), adiantou que os parlamentares do PL na Câmara dos Deputados devem votar contra o projeto da reforma tributária caso seja levado para votação ainda ontem.Falando a repórteres, o potiguar afirmou que a posição do partido é de que a votação deve ser realizada após o recesso do Congresso para que os parlamentares e a sociedade tenham “mais tempo” para analisar os “impactos” do texto da reforma.
DIVISÃO
Até o fechamento da coluna Opinião, a informação era de divisão nos votos da bancada do PL potiguar. Já distante e de saída do partido, o deputado João Maia iria votar a favor da Reforma Tributária. Os bolsonaristas raízes General Girão e Sargento Gonçalves seriam contrários. Já Robinson Faria, pai do ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, hoje no Banco BGT Pactual, também votaria a favor. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretendia votar o texto em primeiro turno ainda ontem. Havia pontos de divergência na proposta, mas representantes do governo e parlamentares tem feitos esforços para chegar a um consenso sobre o texto.

BOLSONARISMO
“Estamos de pé e mais fortes do que nunca. Juntos, enfrentaremos mais uma intenção de destruir o nosso Brasil”, escreveu o deputado General Girão, após reunião com a bancada do PL no Congresso Nacional sobre a reforma tributária. Girão vai acompanhar os bolsonaristas e será contra. Após a reunião, o PL, maior bancada da Câmara, com 99 deputados, disse que pretende pedir o adiamento da votação da reforma tributária. Se o texto fosse analisado ontem, a sigla pretende votar contra a proposta.
VAIA?
Defensor da reforma tributária, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi interrompido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e vaiado ontem durante reunião do PL que discutia o assunto. Alguns deputados bolsonaristas afirmaram que o ex-ministro está “queimado”. Parlamentares então interromperam a fala e Bolsonaro pegou o microfone. Tarcísio continuou falando: “A grande questão é construir um bom texto, pessoal”. O ex-presidente tocou no braço do governador e afirmou: “Pessoal, se o PL estiver unido, não aprova nada”.
SEM RADICALISMO
Tarcísio de Freitas continuou argumentando por alguns segundos, mas foi interrompido por participantes e afirmou: “Tudo bem, gente. Se você acham que a reforma tributária não é importante, não vota”. Bolsonaro se “enfureceu” com as declarações de Tarcísio a favor da reforma e criticou duramente o governador de São Paulo. Na quarta-feira 5, Tarcísio se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e disse que era 95% a favor da proposta.
DECEPÇÃO
O governador de São Paulo saiu decepcionado da reunião no PL em que foi interrompido pelo ex-presidente Bolsonaro e por diversos deputados do partido. O motivo da decepção do ex-ministro da Infraestrutra do governo Bolsonaro foi especialmente o que ele considerou “falta de educação” de alguns parlamentares, que quase não o deixaram concluir seu raciocínio — o de que é “arriscado para a direita abrir mão da reforma tributária”.
ATAQUE
O Ministério Público do DF denunciou Luiz Carlos Basseto Junior por agredir verbalmente e ameaçar Cristiano Zanin, novo ministro do STF que toma posse em agosto. O promotor acusa o empresário de incitação ao crime e ameaça. O ataque a Zanin aconteceu em janeiro no aeroporto de Brasília.