O jovem prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, teve uma quarta-feira concorrida em Brasília. Nas últimas horas, tomou café da manhã com a senadora Zenaide Maia e com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo. Allyson fez questão de postar o encontro, mas sem falar em política. Há meses ele vinha dizendo à imprensa da capital do Oeste que estava em dúvida se assinava a ficha do PSD de Zenaide ou se caminhava para o União Brasil, sigla dirigida pelo ex-senador José Agripino Maia, que passou anos abrigando as então prefeitas Rosalba Ciarlini, Fafá Rosado e Cláudia Regina.
À tarde, Allyson assinou a ficha do União Brasil nas presenças do presidente nacional, deputado Luciano Bivar (PE); do presidente do instituto Índigo, ACM Neto; do líder no Senado, senador Efraim Filho (PB); do ministro das Comunicações, Juscelino Filho; e do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. O deputado federal João Maia, de saída do PL, também prestigiou o ato.

Allyson Bezerra deixa o Solidariedade, partido onde acumulou vitórias eleitorais nas eleições de 2018 para deputado estadual e em 2020, quando derrotou a então prefeita Rosalba Ciarlini (PP), líder reconhecida de Mossoró por anos.
Em maio passado, Alysson que é engenheiro civil, fez 31 anos. Caso seja reeleito em 2024, nas eleições 2026 ele terá 34 anos e majoritariamente só poderá concorrer ao Governo do Estado, vice-governador, deputado estadual ou federal, pois a legislação exige idade mínima de 35 anos para ser candidato a senador.
Confira a coluna de Opinião desta quarta-feira 5 AQUI.
PERIGRINAÇÃO
Antes de descartar o PSD da senadora Zenaide Maia, o prefeito Allyson Bezerra foi com ela ao Ministério da Saúde, para tratar de obras de unidades de saúde nos bairros e nas comunidades rurais, além de recursos para cirurgias eletivas. O prefeito de Mossoró chegou a agradecer a Zenaide Maia pelos recursos. O prefeito deve fazer uma nominata no PSD para agradar a esposa do secretário Jaime Calado (Desenvolvimento Econômico).
INCLUSÃO
A senadora Zenaide Maia (PSD) apresentou nesta semana um projeto de lei para incluir mulheres em situação de violência doméstica entre beneficiários do Bolsa Família. Para Zenaide, o programa de transferência de renda pode romper o “círculo vicioso da dependência da mulher”. “Sabe-se, a esse respeito, que muitas mulheres, ao temerem a falta de recursos, voltam a conviver com agressores, que encontram, assim, oportunidades facilitadas de infligir mais violência”, disse.
CEARÁ-MIRIM
O prefeito Júlio César comunicou ao deputado federal Robinson Faria (PL) que vai permanecer no PSD, sigla para a qual foi levado ainda na época em que Robinson era vice-governador. O presidente da Câmara, Kaio Amigo, também continua na legenda. Quem vai assinar a ficha do PSD é Antônio Henrique, assessor do ex-governador e primo de Júlio, que caminha para ser o nome à sucessão em Ceará-Mirim.
BASE ALIADA
O deputado federal João Maia já protocolou na Justiça Eleitoral a carta de anuência assinada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que o autoriza a mudar de partido sem João correr riscos de perder o mandato na Câmara dos Deputados. O seridoense, casado com a prefeita Shirley Targino, de Messias Targino, vai assinar a ficha de uma sigla que integre a base aliada do Governo Lula. Decisão tomada!
CARONA?
Listas de passageiros mantidas até agora sob sigilo e um conjunto de mensagens internas obtidas com exclusividade pelo portal Metrópoles mostram que, durante o governo Jair Bolsonaro, a então família presidencial usou aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para participar de eventos privados, como cultos religiosos, e para transportar amigos, parentes, pastores e até um cachorro de estimação. A reportagem mapeou mais de 70 viagens da família — todas feitas sem que o próprio Bolsonaro estivesse a bordo.
A BORDO
De acordo com o Metrópoles, foram 54 voos da então primeira-dama Michelle Bolsonaro, 10 do vereador Carlos Bolsonaro, o filho 02 do agora ex-presidente, e 7 de Jair Renan Bolsonaro, o 04. As viagens solicitadas pela família eram “encaixadas” no quase sempre tumultuado roteiro organizado pelo setor, que atente ainda a cúpula do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional.
REFORMA
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmava, até o fechamento da coluna, que a discussão da reforma tributária na Câmara dos Deputados começaria ontem e que a matéria será votada na noite desta quinta-feira 6. Em entrevista à GloboNews, o presidente da Câmara disse que detalhes estão sendo afinados para que parlamentares já possam discutir a PEC (proposta de emenda à Constituição) que muda o sistema tributário no país a partir desta tarde. “Nossa intenção é já hoje no final da tarde pautar para início de discussão, para exaurir a discussão e votação já em primeiro turno na noite de quinta-feira”, afirmou.
TRAVA
Um dos coordenadores da campanha presidencial de Lula (PT) no ano passado, o ministro Wellington Dias (Desenvolvimento Social) tem acumulado críticas dentro do Palácio do Planalto e também no Congresso Nacional. O próprio presidente Lula tem dito a aliados que está decepcionado com o desempenho do ministro. A pasta, que cuida do Bolsa Família, tem R$ 276 bilhões de orçamento —mais do que Saúde e Educação. Em outra frente, Dias entrou na mira do centrão por não ter, até agora, liberado emendas cobiçadas pelo bloco de partidos de centro e de direita.
OPOSIÇÃO
O PL fará uma reunião decisiva hoje sobre o posicionamento do partido em relação à votação da reforma tributária. Os deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro prometiam votar contra a proposta. Agora, a parte considerada “moderada” do partido decidiu deixar a decisão para hoje, ao ver a declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que, ao lado do ministro Fernando Haddad, disse concordar 95% com a proposta de reforma tributária do governo. Como votará os deputados Robinson Faria, General Girão e Sargento Gonçalves?
EMENDAS
Às vésperas da votação da reforma tributária e de outros projetos de interesse da área econômica, o Governo Lula abriu o cofre. Só nesta quarta-feira 5, foram liberados R$ 2,1 bilhões em emendas impositivas. Esse foi o maior valor de emendas liberado em um único dia desde o início do mandato. Os dados são do Portal do Orçamento Federal. Por partido na Câmara, o maior volume de emendas foi para o PP, partido do presidente da Casa, Arthur Lira, com R$ 232 milhões. Depois vem o PL, com R$ 108 milhões.