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Saúde

Sono na terceira idade: veja quantas horas os idosos precisam dormir

Sono mais leve e despertares frequentes fazem parte do envelhecimento, mas a qualidade do descanso continua sendo fundamental para a saúde
Por O Correio de Hoje
11/08/2026 | 15:22

Dormir bem é um dos principais fatores para manter a saúde em qualquer fase da vida e se torna ainda mais importante após os 60 anos. Embora seja comum acreditar que os idosos precisem de menos horas de sono, especialistas afirmam que a recomendação continua sendo semelhante à dos demais adultos. Dormir a quantidade adequada de horas pode contribuir para proteger a memória, favorecer a função cerebral e promover o bem-estar geral.

Segundo o MedlinePlus, o padrão de sono muda naturalmente com o envelhecimento. Nessa fase da vida, é comum que o sono se torne mais leve, que ocorram despertares mais frequentes durante a noite e que as pessoas passem a acordar mais cedo. Essas alterações fazem parte do processo natural de envelhecimento, mas não significam que o organismo necessite de menos descanso.

Duas pessoas idosas dormem deitadas em uma cama, cobertas e apoiadas em travesseiros
Dormir bem continua sendo importante após os 60 anos. Especialistas explicam as mudanças com o envelhecimento e hábitos que podem ajudar a melhorar a qualidade do descanso - Foto: magnific

Por isso, a orientação para a maioria dos adultos, incluindo aqueles com mais de 60 anos, permanece entre sete e oito horas de sono por noite. Além da quantidade de horas dormidas, os especialistas destacam que é importante que o sono seja contínuo e reparador, já que a qualidade do descanso também influencia a saúde física e mental.

Com o avanço da idade, o organismo passa por mudanças que afetam a forma de dormir. Os idosos costumam permanecer menos tempo em sono profundo, podem despertar diversas vezes durante a madrugada e, em muitos casos, iniciam o dia mais cedo do que quando eram mais jovens. Apesar dessas mudanças, a necessidade de descanso continua existindo.

Embora essas alterações sejam consideradas normais, especialistas orientam que dificuldades frequentes para dormir, sonolência excessiva durante o dia ou despertares noturnos constantes devem ser avaliados por um profissional de saúde. Além de dormir entre sete e oito horas por noite, algumas medidas podem contribuir para um sono de melhor qualidade, como manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana, evitar o consumo de cafeína, álcool e refeições pesadas antes de dormir, reduzir o uso de celulares, tablets e outros dispositivos eletrônicos nas horas que antecedem o horário de dormir, praticar atividade física regularmente, de preferência durante o dia, e manter o quarto silencioso, escuro e com temperatura confortável. Caso os problemas de sono persistam ou interfiram na rotina diária, a recomendação é buscar orientação profissional.

Cuidar do sono vai além da sensação de descanso. Dormir a quantidade de horas recomendada e adotar hábitos que favoreçam um sono reparador contribui para o bom funcionamento do organismo e ajuda a preservar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento.