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Entrevista
Todas as estampas de Luísa (e os Alquimistas)
Banda potiguar Luísa e os Alquimistas se prepara para uma live nesta sexta-feira (1º) e quer mostrar uma mistura única de ritmos
Nathallya Macedo
30/04/2020 | 06:00

Um dos destaques da música local, a banda Luísa e os Alquimistas participa nesta sexta-feira (1º) do festival de lives “Devassa Tropical ao Vivo”, que vai contar com as apresentações de vários artistas brasileiros distribuídas em 4 dias. Devido ao novo formato de shows – necessário por causa da pandemia da Covid-19 – a vocalista Luísa Nascim está ansiosa para entregar uma performance dinâmica e vibrante.  

Nascido em 2015, o grupo participou de vários festivais no estado e chamou a atenção dos potiguares com as composições autorais divertidas, além da mistura de ritmos totalmente eufórica. O terceiro álbum da banda, lançado em setembro de 2019, não foi intitulado “Jaguatirica Print” por mera coincidência. As estampas de Luísa e os Alquimistas são vistas e ouvidas desde o primeiro single, “Brechó”, lá de 2016. Entre moda e música, a artista busca unir estilos diferentes em uma alquimia perfeita.  

Confira abaixo a entrevista com Luísa: 

AGORA RN – Como foi o processo de composição do último álbum? Quais foram as influências? 

LUÍSA NASCIM  O processo de composição aconteceu quando eu estava me mudando de Natal para São Paulo. Os produtores, Gabriel e Pedras, me mandavam beats e eu ia criando em cima. Em 2018, criamos duas músicas. E aí, em 2019, comecei a juntar as peças. Fizemos uma imersão com todos os músicos da banda e esse processo foi bem importante.  

A ideia do álbum era pesquisar as diferentes sonoridades da música popular nordestina, contemporânea e eletrônica que estão rolando nas capitais do Nordeste, principalmente no recorte do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. Mas não nos apropriamos dos movimentos, apenas somamos as sonoridades: batidão romântico, bregafunk, tecnobrega, arrocha… com isso, adicionamos uma pitada de reggae e dub. Também tem a influência da música latina, um lado do zouk e da kizomba (bastante tocado em países africanos). Tem um pouco de R&B, música pop dos anos 2000, forró…  

AGORA RN – O que vocês acharam da receptividade dos fãs? 

LN – Foi bem interessante porque conquistamos fãs por todo o Brasil com esse trabalho. Foi muito importante para a nossa expansão, um divisor de águas em nossa carreira. Trouxe amadurecimento para a banda e, por isso, temos muito orgulho. As pessoas sentiram essa verdade e a nossa vontade de fazer uma coisa legal.  

AGORA RN  Com a pandemia do novo coronavírus, como anda seu processo produtivo? Como a banda está lidando com esse momento? 

LN – A banda já era espalhada, metade em São Paulo e metade em Natal. Agora, estamos mais distantes ainda. Mas continuamos com nossos processos, com algumas coisas novas para lançar, que já estávamos fazendo, e outras que estamos criando agora. Não estou me cobrando, já que é muito difícil manter uma criatividade saudável estando confinada aqui em São Paulo. Eu me inspiro muito em movimento, viagens […], mas estou fazendo planos e tentando entender o momento.  

AGORA RN  O que vocês esperam da live desta sexta-feira (1º)? 

LN – Vai ser a nossa primeira live pelo YouTube e vamos contar com uma boa estrutura de transmissão. Estamos empolgados com isso porque entendemos a importância de uma estrutura mínima, para que as pessoas possam curtir de verdade as músicas. E o line-up do festival é lindo. Levaremos o show do Jaguatirica Print, com muita dancinha para divertir os fãs. Manter esse contato com o nosso público, mesmo que distante, nos faz bem e mantém o nosso projeto vivo. 

AGORA RN  Me fala um pouco sobre a importância da música neste momento difícil… 

LN – A música tem uma importância muito forte na vida das pessoas. Acho que, de todas as linguagens artísticas, é a que mais movimenta multidões e consegue tocar as pessoas de maneira profunda. Tem uma riqueza infinita! Nesse momento de quarentena, a música tem sido uma companheira em vários momentos do dia: para meditar, dançar, fazer faxina, inspirar, relaxar. Mais do que nunca, a música chega com um papel extremamente importante. 

Programação do Devassa Tropical ao Vivo (youtube.com/devassa): 

  • Quinta-feira (30): 

17h – Festival Radioca 
Josyara; 
Mallu Magalhães; 
Teago Oliveira; 
Anelis Assumpção + Curumin 

20h – Festival GTR 
Mestre Anderson Miguel 
Tagore 
Lia de Itamaracá e DJ Dolores 
Schevchenko e Elloco 

  • Sexta-feira (1º): 

17h – Festival Wehoo 
Flaira Ferro | Biarritz 
Francisco El Hombre e Luê 
Marcelo Falcão 

20h – Festival DoSol 
Plutão Já Foi Planeta 
Luísa e os Alquimistas 
Potyguara Bardo 
Heavy Baile 

  • Sábado (2): 

17h – Festival Carambola 
Zeca Baleiro 
Ana Cañas 
Wado e Mopho 
Chico César 

20h – Festival SeRasgum 
Andre Abujamra e Marisa Brito 
Jards Macalé 
Keila 
Larissa Luz 

23h – After Tropical Devassa 
Tropkillaz 

  • Domingo (3): 

17h – Festival Sarará 
Mariana Cavanellas 
Luccas Carlos 
Luedji Luna 
Rael 

20h – Festival Bananada 
Felipe Cordeiro 
Boogarins 
Tulipa Ruiz 
Liniker e Os Caramelows 

23h – After Tropical Devassa 
Baile Tropical com Patrick Tor4 

Sede: Av. Hermes da Fonseca, 384 – Petropolis – Natal – RN – Cep. 59020-000
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
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