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Economia

Presidente da Fecomércio se reúne com ministro e articula mais voos para o RN

Entidade leva ao Ministério de Portos e Aeroportos demanda por ampliação da conectividade aérea do Rio Grande do Norte para impulsionar turismo, comércio, serviços e atração de investimentos
Redação
17/06/2026 | 05:15

A ampliação da malha aérea do Rio Grande do Norte e o fortalecimento da conectividade do Estado com mercados nacionais e internacionais estiveram no centro de uma reunião realizada nesta segunda-feira 15, em Brasília, entre representantes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

Representando o Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, participou do encontro ao lado do presidente da CNC, José Roberto Tadros. A agenda teve como foco os desafios da aviação civil brasileira, as estratégias para expansão da integração aérea e os impactos da conectividade sobre o turismo e o desenvolvimento econômico regional.

Fecomércio Brasília
Ministro Tomé França, José Roberto Tadros (CNC) e Marcelo Queiroz (Fecomércio) - Foto: Mardonio Vieira

Para a Fecomércio RN, a pauta possui caráter estratégico diante dos desafios históricos enfrentados pelo Estado na ampliação da oferta de voos e na conexão com importantes centros emissores de turistas, investidores e negócios.

Durante a reunião, o ministro apresentou oficialmente a Agenda Conectar Brasil, programa do governo federal voltado à ampliação da integração aérea nacional, modernização de aeroportos regionais e fortalecimento da conectividade entre diferentes regiões do País.

A iniciativa busca ampliar o acesso ao transporte aéreo, fortalecer a infraestrutura aeroportuária e estimular o desenvolvimento econômico por meio de uma rede mais eficiente de ligações entre cidades brasileiras.

No encontro, a CNC reiterou apoio às políticas voltadas para a expansão da aviação regional e alertou para os desafios enfrentados pelas companhias aéreas diante do aumento dos custos operacionais, especialmente relacionados ao combustível de aviação.

Segundo José Roberto Tadros, o fortalecimento da malha aérea é um elemento fundamental para ampliar o fluxo turístico, integrar mercados consumidores e criar condições para o surgimento de novos investimentos.

Além da expansão da conectividade, o debate abordou alternativas para aumentar a concorrência no setor aéreo. Entre os temas discutidos estiveram propostas relacionadas à cabotagem aérea, mecanismos de redução de custos operacionais e medidas voltadas à melhoria da eficiência do transporte aéreo brasileiro.

A CNC defendeu a adoção de políticas capazes de ampliar a integração entre os Estados e reduzir desigualdades regionais no acesso à aviação comercial.

Para o Rio Grande do Norte, a discussão ganha relevância adicional diante da importância do turismo para a economia estadual. O setor responde por parcela significativa da geração de emprego e renda, especialmente em municípios ligados ao turismo de lazer, negócios e eventos.

Marcelo Queiroz destacou que a ampliação da conectividade aérea representa uma condição necessária para aumentar a competitividade do Estado.

“O fortalecimento da malha aérea é uma pauta estratégica para o Rio Grande do Norte. Mais voos significam maior competitividade para o nosso turismo, mais oportunidades para o comércio e os serviços e melhores condições para atração de investimentos. A ampliação da conectividade do Estado é fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico e gerar emprego e renda”, afirmou.

A avaliação da Fecomércio RN é que uma rede aérea mais ampla pode contribuir para reduzir custos logísticos, facilitar o deslocamento de turistas e empresários e fortalecer a integração do Estado com os principais polos econômicos do país.

O tema também se insere em um contexto de retomada gradual da aviação brasileira após os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos. Embora o movimento de passageiros tenha apresentado recuperação, entidades empresariais continuam defendendo medidas que ampliem a oferta de voos e tornem o transporte aéreo mais acessível.

Para o Rio Grande do Norte, a expectativa é que iniciativas como a Agenda Conectar Brasil possam criar condições para a ampliação de rotas nacionais e internacionais, fortalecendo a posição do Estado no mercado turístico e ampliando sua capacidade de atrair investimentos.

A reunião encerrou-se com o compromisso de manutenção do diálogo entre governo federal e setor produtivo para construção de soluções voltadas à expansão da aviação regional e ao fortalecimento da conectividade aérea como instrumento de desenvolvimento econômico.