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Inusitado
Polícia Civil descobre que ex-candidato a prefeito no RN forjou o próprio sequestro
Investigação do caso descobriu evidências que depõem contra o suposto sequestro
Redação
18/10/2020 | 13:15

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte aponta que o então pré-candidato a prefeito do município de Antônio Martins, João Venâncio Ferreira (PT), forjou o próprio sequestro. O caso ganhou repercussão em setembro passado, após o político sumir por três dias. A investigação do caso descobriu evidências que depõem contra o suposto sequestro.

A principal prova da investigação é um vídeo, gravado por câmeras de segurança, do dia 25 de setembro, que mostra João Venâncio Ferreira, de 73 anos, descendo de um carro na cidade de Pereiro, no Ceará, o político foi localizado — três dias após o suposto sequestro ser informado. O veículo que levou o petista até a cidade pertence a um sobrinho do político.

Segundo a polícia, João Venâncio saiu de Antônio Martins, no Alto Oeste potiguar, por volta das 12h do dia 23 de setembro, e iria até o município de Pau dos Ferros, para registrar candidatura em uma unidade da Justiça Eleitoral.

No entanto, ele resolveu parar na cidade de Serrinha dos Pintos, a 42 quilômetros de Pau dos Ferros. Por lá, ele entrou no veículo do sobrinho. Ainda no dia 23 a caminhonete do político foi encontrada abandonada na estrada. Foi a partir deste momento em que as buscas foram iniciadas pelo político.

De acordo com a Polícia Civil, João Venâncio foi para o município de Milhã, no Ceará, onde se refugiou na casa de parentes. Depois disso, já no dia 25, ele foi até a cidade de Pereiro, com um sobrinho. Foi neste momento em que câmeras de segurança o flagraram saindo do veículo. O político foi até um destacamento da Polícia Militar do Ceará para informar o suposto sequestro.

Ainda no dia 25, policiais civis potiguares, lotados na Delegacia de Alexandria, foram até cidade cearense para trazê-lo de volta ao Rio Grande do Norte.

Após a investigação descobrir provas sobre o sequestro forjado, João Venâncio confessou que elaborou todo o enredo por estar em uma crise de pânico. Com a situação desvendada, o político — que também não irá disputar as eleições deste ano — terá de responder judicialmente por falsa comunicação de crime.

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