Um professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) está entre os oito servidores públicos federais suspensos pela Controladoria-Geral da União (CGU) por registrar e utilizar um certificado falso de vacinação contra a covid-19. As informações são do g1 RN.
A Ufersa informou que foi notificada pela CGU na última sexta-feira 24 para cumprir a suspensão do servidor pelo período de 47 dias. Segundo a universidade, o processo foi conduzido integralmente pela Controladoria, cabendo à instituição apenas executar a penalidade determinada.

A punição foi publicada no Diário Oficial da União após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela CGU.
Em nota, a Ufersa informou que, em cumprimento à legislação, não divulgará a identidade do professor nem outros detalhes relacionados ao caso.
De acordo com reportagem da TV Globo, as investigações apontaram que parte dos servidores punidos pagou entre R$ 400 e R$ 800 para obter registros falsos de vacinação contra a covid-19.
Além do professor da Ufersa, foram punidos servidores da Receita Federal, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro.
As investigações também identificaram casos de servidores que utilizaram os certificados falsos para realizar viagens internacionais e de outros que apresentaram o documento aos próprios órgãos públicos onde trabalhavam.
Segundo a CGU, os processos administrativos concluíram que os servidores descumpriram deveres previstos na legislação do serviço público, entre eles o de observar as normas legais e manter conduta compatível com a moralidade administrativa.