BUSCAR
BUSCAR
Política

Ronaldo Caiado é oposição fake, afirma Rogério Marinho

Coordenador da campanha presidencial do PL afirma que candidatura de Flávio está mantida e chama articulação em torno do governador de Goiás de “oposição fake”
Por O Correio de Hoje
28/07/2026 | 15:11

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), rejeitou a possibilidade de o partido substituir o candidato ou apoiar Ronaldo Caiado (PSD) na disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo ele, as especulações representam uma tentativa de construir uma alternativa de direita desvinculada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Rogério classificou Caiado como uma “oposição fake” por integrar um partido que mantém ministérios no Governo Lula.

Rogério Marinho foto Edilson Rodrigues Senado
Senador Rogério Marinho (PL-RN) - Foto: Edilson Rodrigues / Senado

Questionado sobre informações divulgadas por veículos e articulistas nacionais a respeito de uma possível troca, Rogério respondeu que a candidatura de Flávio está mantida e permanece competitiva.

Para ele, Caiado é apenas o nome mais recente apresentado como possível substituto do senador.

“É a terceira onda”, afirmou.

De acordo com o coordenador da campanha, a primeira tentativa teria ocorrido em torno do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) e a segunda, com o dirigente do Movimento Brasil Livre Renan Santos (Missão).

Agora, segundo ele, setores políticos e da imprensa tentariam transformar o ex-governador de Goiás em representante da oposição.

“Como se o Caiado pudesse encarnar ou vocalizar o sentimento da oposição no Brasil.”

Rogério contestou essa possibilidade ao citar a relação do partido de Caiado com o Governo Federal.

“O Caiado é alguém que está em um partido que tem três ministros no governo do Lula, que é o PSD. Então, se isso é oposição, me parece que é uma oposição fake. Como a gente estava falando aqui em deepfake, essa é uma oposição fake”, afirmou.

O senador sustentou que o eleitorado contrário a Lula não se reconhece em uma candidatura com vínculos políticos com o Governo Federal.

Na avaliação dele, o sentimento da oposição continua sendo representado por Jair Bolsonaro e foi transferido para Flávio.

“A população não se sente representada, e não é por acaso que Flávio tem mantido essa consistência do ponto de vista de ressonância na sociedade”, disse.

Rogério afirmou que o bolsonarismo conserva aproximadamente um terço dos votos no primeiro turno, independentemente do candidato escolhido pelo ex-presidente.

Segundo ele, os levantamentos eleitorais mostram Flávio oscilando entre 32% e 35%, o que demonstraria a existência de uma base consolidada.

“O indicado do Bolsonaro, invariavelmente, tem um terço dos votos da sociedade brasileira no primeiro turno”, declarou.

Para o coordenador, as especulações sobre substituição não decorrem de uma discussão interna do PL, mas de uma resistência de setores políticos à permanência do bolsonarismo como principal força de oposição.

“O fato é que o sistema não engole Bolsonaro. Não acredita que pode conviver com alguém que não aceita o aparelhamento da máquina pública, que se comunica de forma direta com o eleitor e que não tem filtro quando fala com a população”, acusou.

“Ataque brutal” contra Flávio

O senador também rebateu a avaliação de que crises recentes envolvendo Flávio poderiam levar o PL a reconsiderar sua candidatura.

Ele reconheceu que o candidato enfrentou episódios de desgaste, mas afirmou que sua permanência nos levantamentos comprova uma capacidade de resistência política.

“Nós temos uma candidatura extremamente competitiva, que vai ganhar as eleições. Não tenho nenhuma dúvida disso”, disse.

Rogério atribuiu parte das dificuldades enfrentadas pelo candidato ao tratamento dispensado pela imprensa. Para ele, existe uma cobrança desproporcional sobre Flávio e critérios diferentes na apuração de episódios que envolvem integrantes da direita e do Governo Lula.

“Mesmo com todo esse ataque brutal da imprensa — e é brutal o ataque, absolutamente desproporcional —, Flávio se mantém competitivo”, declarou.

Segundo o coordenador, essa resistência não ocorre apenas por causa do sobrenome Bolsonaro, mas porque uma parcela da população se identifica com o projeto político iniciado pelo ex-presidente.

“A resiliência do Flávio não se dá por acaso. Dá-se porque há um sentimento da sociedade brasileira de quem ele é, de quem ele representa e, sobretudo, do que significa o processo que Bolsonaro implementou no Brasil”, afirmou.

Rogério reconheceu que Flávio herdou tanto o apoio quanto a rejeição relacionados ao pai, mas avaliou que a campanha permitirá ao eleitorado conhecê-lo de maneira mais ampla.

“A liderança de Flávio e a rejeição dele foram herdadas do Bolsonaro. Ele está se mostrando à sociedade agora. A população está fazendo juízo de valor sobre quem ele é agora”, declarou.

O senador afirmou ainda que a definição do candidato do PL não está aberta e que a campanha continuará trabalhando para apresentar Flávio ao eleitorado.

“Nós temos praticamente uma página em branco. Vamos construir, no bom sentido, quem é o Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral”, disse.