O comércio aos domingos poderá continuar funcionando após o fim da escala 6×1. A PEC 221/2019 limita a jornada de cada trabalhador, mas não obriga lojas, supermercados, shoppings, bares e restaurantes a fechar.
Para manter a operação, as empresas terão de reorganizar turnos, equipes e folgas. A nova regra garante dois dias de repouso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

O comércio de Natal poderá abrir no domingo?
Sim. O horário de funcionamento das empresas não se confunde com a jornada individual de cada empregado. Um estabelecimento poderá abrir aos domingos desde que distribua os trabalhadores em escalas compatíveis com a Constituição, a legislação e as convenções coletivas da categoria.
Na prática, uma loja poderá manter o atendimento durante toda a semana com equipes diferentes. O mesmo raciocínio vale para shoppings, supermercados e serviços que já funcionam em horários ampliados na Grande Natal e no interior do Rio Grande do Norte.
Leia mais
- Senado aprova fim da escala 6×1 por 75 votos a 1
- Fim da escala 6×1 começa quando? Veja os prazos
- Fim da escala 6×1 reduz salário? Veja o que muda
Hospitais e serviços essenciais vão parar?
Não. Hospitais, segurança, transporte, energia, hotelaria e outros setores de operação contínua poderão manter o atendimento por meio de revezamento. A PEC permite que uma lei trate de regimes diferenciados, respeitados os limites constitucionais de jornada e descanso.
Até que novas regras sejam editadas, as empresas e os sindicatos deverão observar a transição prevista e as normas que continuam válidas. A mudança não autoriza a interrupção de serviços essenciais.
As empresas terão de contratar mais pessoas?
A PEC não obriga uma contratação automática. Cada empregador poderá reorganizar escalas, distribuir horários e negociar regras coletivas. Em atividades com atendimento prolongado, a redução das horas disponíveis por trabalhador pode exigir reforço de equipes, mas isso dependerá da operação de cada empresa.
Como ficam bares, restaurantes e hotéis do RN?
Esses estabelecimentos poderão funcionar à noite, nos fins de semana e em feriados. O empregador terá de assegurar as folgas e respeitar o limite semanal. Acordos e convenções coletivas poderão detalhar a distribuição dos horários, especialmente durante a etapa inicial de 42 horas.
Quando o comércio precisa se adaptar?
A adaptação não é imediata. Dois meses depois da publicação da emenda, passam a valer as 42 horas semanais e os dois descansos. O limite de 40 horas entra em vigor 12 meses depois, totalizando uma transição de 14 meses.
undefined
Receba as notícias de Economia no seu WhatsApp. Basta entrar no canal do Agora RN.