Hoje, entre as principais mudanças debatidas no Plano Diretor de Natal está a ocupação da Via Costeira, onde atualmente é permitido apenas empreendimentos dentro de um espaço mínimo de três hectares.
O secretário de Turismo de Natal, Fernando Fernandes, afirmou nesta segunda-feira que existem pelo menos dois grandes investidores de olho na Via Costeira, com mais de meio milhão de reais para gastar em novos empreendimentos.

Segundo ele, essas duas iniciativas dariam emprego direto para mais de 500 pessoas, o que seria essencial nesse momento de crise no mercado de trabalho.
“O problema é destravar aquela área que está com uma série de problemas”, disse ele, ao se referir um dos pontos examinados atualmente na revisão do plano diretor de Natal.
Para Fernandes, com nichos de entretenimento e lazer, uma reformulação no traçado da pista e consequentemente da ciclovia, a Via Costeira será uma importante não só como área de turismo como de convivência da população local.
A proposta do município é reduzir essa ocupação mínima para 2 mil metros quadrados, permitindo o surgimento de espaços para restaurantes, boates e outras iniciativas comerciais na área de entretenimento e lazer.
Ainda segundo o secretário Fernando Fernandes, a cultura de áreas mistas não parte necessariamente de edificações com gabaritos maiores, mas de fachadas dinâmicas que reúnam serviços de que as pessoas precisem.
“O Plano Diretor precisa ajustar essa nova visão de cidade para que não eternizamos o conceito de destino de sol e mar, sem mais nada, além disso”, afirmou.
Fernandes também acha que esse conceito se enquadra perfeitamente a outros bairros tradicionais da cidade, como Lagoa Nova, Tirol e por aí afora, que precisam ser energizados com essa visão modernizadora.
“Quanto mais vida tiver os bairros, menos as pessoas precisarão se deslocar, o que prova o sucesso de Ponta Negra, onde há um pouco de tudo, de bares, restaurantes a hotéis e é por isso que é tão buscava não só por turistas como pelos próprios natalenses”, lembra.
Acresceu que está dentro das pretensões da Prefeitura transformar as áreas do bairro de Ponta Negra só permitida a hotéis e bares para que se volte a permitir residências, fazendo com que as famílias reocupem o bairro, alterando profundamente sua dinâmica.
Além disso, desde agosto do ano passado – para minorar a pressão da pandemia sobre bares e restaurantes – a Prefeitura aprovou lei permitindo que os empresários possam usar as calçadas como prolongamento de seus negócios.
Já a Via Costeira passará de uma Zona Especial de Interesse Turístico (ZET) para a condição de Área Especial de Interesse Turístico e Paisagístico.