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Política

[VÍDEO] Nikolas diz que Alcolumbre está “de quatro para o STF” e promete atuar para reduzir poderes no Congresso

Deputado do PL reage a veto de Lula ao PL da Dosimetria, questiona atuação de Davi Alcolumbre e volta a defender impeachment de Alexandre de Moraes
Agora RN
22/02/2026 | 07:56

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou neste sábado 21 a concentração de poder nas presidências da Câmara e do Senado e afirmou que pretende trabalhar para reduzir essas prerrogativas nos próximos anos.

A declaração foi dada ao comentar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao chamado PL da Dosimetria, projeto que previa a redução de penas de condenados por atos antidemocráticos — o que poderia beneficiar envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Nikolas Ferreira questionou a relação entre o Congresso e o Supremo Tribunal Federal Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

“Não tem mais o que fazer, está tudo na mão do Davi Alcolumbre. Inclusive, eu vou trabalhar para nos próximos anos a gente reduzir os poderes dos presidentes das Casas, porque não adianta”, afirmou.

O veto presidencial ainda precisa ser analisado pelo Congresso Nacional, e cabe ao presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), pautar a matéria.

Críticas a Alcolumbre e ao STF

Nikolas também criticou Alcolumbre em relação às tentativas da oposição de avançar com o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o parlamentar, mesmo com a coleta de assinaturas suficientes, o presidente do Senado teria sinalizado que não pretende dar andamento ao processo. Para Nikolas, há concentração excessiva de poder na presidência das Casas legislativas.

“Porque não adianta, por exemplo. Nós juntamos as assinaturas pra poder instaurar o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Qual que foi a declaração do Alcolumbre? Que mesmo se tivesse as 81 assinaturas — e ele é tão ignorante que isso inclui, inclusive, a dele — ele fala: ‘eu não vou instaurar a CPMI’. Ou seja, ele rebaixa até a própria representatividade dele em prol de se colocar ali de quatro pro STF. Poxa, se ajoelhar pro STF, peraí, por que que o STF tá definindo tudo? Eles definem se vai instaurar ou não uma CPMI deles?’”, declarou.

As falas ocorreram na saída da Papudinha, em Brasília, após o parlamentar visitar Jair Bolsonaro, que está preso desde 15 de janeiro. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar organização criminosa que planejou um golpe de Estado no país.