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Política

Lulinha teve Réveillon com quase R$ 18 mil em bebidas pagas por empresa de Roberta Luchsinger

Áudios mostram encomenda feita por Roberta Luchsinger para comemoração em Brasília; conta de R$ 17.925 foi paga pela empresa dela
Agora RN
14/09/2026 | 20:13

Uma encomenda de R$ 17.925 em whiskies, champanhes, vinhos e outras bebidas foi feita para o Réveillon de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Roberta Luchsinger em uma mansão no Lago Sul, em Brasília. O pedido foi feito por Roberta e pago via Pix pela RL Consultoria, empresa dela, diretamente ao fornecedor.

Áudios de WhatsApp mostram que a encomenda foi realizada em 19 de dezembro de 2024. Em uma das mensagens, Roberta cita a preferência de Lulinha pelo whisky escocês Macallan ao definir as bebidas que seriam compradas para a virada de 2024 para 2025.

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Pedido incluiu cinco garrafas de Macallan, 12 champanhes Taittinger e vinhos - Foto: Reprodução/Redes sociais

“E whisky pode ser o Macallan, que o Fábio gosta”, afirma ao fornecedor de bebidas de luxo de Brasília.

A lista incluía uma garrafa de Macallan 15 anos, no valor de R$ 1.699; duas unidades do Macallan 12 anos Sherry Oak, por R$ 899 cada; e outras duas do Macallan Double Cask 12 anos, a R$ 869 cada. Também foram encomendadas 12 garrafas de champanhe Taittinger Brut Réserve, além de vinhos e outras bebidas.

Áudio cita permanência de Lula em Brasília

Na conversa com o fornecedor, Roberta explicou que ela e Lulinha decidiram permanecer em Brasília no Ano-Novo porque o presidente Lula também estaria na capital.

“Deixa eu te falar, precisava ver com você vinhos, já ver bebidas, que a gente vai passar o Ano-Novo aqui em Brasília, vamos ficar aqui. Porque o pai do Fábio, meu sócio, o presidente Lula, vai estar em Brasília. E aí nós vamos ficar por aqui mesmo. Então, eu queria sua sugestão de vinho branco, vinho tinto. Champagne pode ser Perrier-Jouët, Taittinger”, diz Roberta no áudio.

As mensagens não esclarecem se o presidente Lula participou da comemoração realizada na mansão.

Macallan também aparece no Caso Master

A marca escolhida para o Réveillon também aparece em episódios relacionados às investigações sobre o Banco Master. Em abril de 2024, o então banqueiro Daniel Vorcaro custeou uma degustação de Macallan em Londres da qual participaram os ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O encontro foi promovido pelo Grupo Voto e patrocinado pelo Master e teve confraternizações no George Club, estabelecimento privado localizado em Mayfair, em Londres.

Moraes confirmou posteriormente a confraternização ao abordar o assunto durante uma sessão reservada do Supremo. Segundo o ministro, diferentes autoridades participaram do encontro e, posteriormente, o grupo seguiu para um pub, onde tomou Macallan.

O whisky voltou a aparecer em mensagens divulgadas no âmbito do Caso Master pelo ministro André Mendonça. Em uma delas, Gonet teria demonstrado expectativa de encontrar a bebida em outro evento de Vorcaro na capital britânica.

“Oba!!!! Tomara que tenha charuto e macalan”, teria afirmado Gonet em mensagem encaminhada pelo advogado Ciro Soares a Vorcaro. “Agora vai ter que ter plantação de charuto e barril de macalan”, respondeu o ex-banqueiro.

Lulinha aparece em investigações no STF

Fatos relacionados a Lulinha são atualmente apurados em três inquéritos no Supremo. Uma das investigações envolve suspeitas de que ele, Roberta Luchsinger e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teriam praticado tráfico de influência no Ministério da Saúde para a comercialização de medicamentos derivados de maconha, entre eles o CBD.

Lulinha também teria atuado com o Careca do INSS na Cannabis World, empresa de maconha medicinal. Os dois viajaram juntos para Portugal e Espanha, país onde o filho do presidente vive desde meados de 2025.

Outra investigação envolve supostos pagamentos de Roberta a pessoas próximas ao presidente Lula, entre elas o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Uma terceira apuração trata de possível tráfico de influência envolvendo a Dataprev, empresa pública de processamento de dados.

Além da compra das bebidas para o Réveillon, Roberta também teria arcado com outras despesas de Lulinha, incluindo uma viagem à Finlândia com as respectivas famílias para observar a aurora boreal. A viagem incluiu hospedagem em um hotel na região da tundra, com diárias informadas em R$ 37 mil por pessoa.