As mulheres precisam dar atenção recorrente à sua saúde. Um dos cuidados necessários visa a evitar infecção urinária, problema que tem alta incidência sobre o público feminino — chega a atingir um índice de até 90% sobre ele —, sendo ainda mais prevalente nas fases reprodutiva e da menopausa. A boa notícia é que atitudes simples podem livrar as mulheres desse tipo de infecção.
O urologista Maryo Kempes confirma a proporção elevada da doença sobre as mulheres. Ele explica que isto acontece porque as mulheres possuem a uretra mais curta e mais próxima ao ânus, local rico em bactérias provenientes das fezes. Diante disso, o médico recomenda muito zelo com medidas preventivas. “Algumas delas são de fácil adoção, como a higiene correta da região genital, a ingestão de líquidos em boa quantidade e a não retenção de urina”, lista o urologista.

Maryo Kempes também sugere a reposição de estrógeno para mulheres na pós-menopausa que não tenham contraindicação hormonal e evitar o uso do diafragma e espermicidas. A relação sexual e bactérias do trato gastrointestinal também se inserem entre as principais causas de infecção urinária, que se divide em dois tipos: a cistite, que afeta a bexiga e tem efeitos mais brandos, e a pielonefrite, que atinge o rim e apresenta sintomas mais severos, como febre e até dores lombares.
Quando não tratada de modo adequado, a infecção pode acometer todo o aparelho urinário e provocar muitas dores. Além disso, pode tornar o problema recorrente, o que dificulta ainda mais a vida dos pacientes e exige tratamentos mais drásticos. “Em casos mais graves, o paciente precisa ter acompanhamento médico apropriado”, observa o urologista Maryo Kempes.