O ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, afirmou nesta terça-feira 10 ao Supremo Tribunal Federal (STF) que participou de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em que foi discutida a possibilidade de decretação de uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) voltada para questões de segurança pública. Ele negou que o encontro tenha abordado uma minuta com plano para tentativa de golpe de Estado.
A declaração foi dada durante seu interrogatório no âmbito do inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.
![[vídeo] ex-comandante da marinha confirma reunião com bolsonaro, mas nega ter colocado tropas à disposição para golpe | notícias do rio grande do norte GaRio Grande do Norteier confirma reunião com Bolsonaro, mas nega minuta de golpe ou ter colocado tropas à disposição - Foto: Gustavo Moreno/STF](https://agorarn.com.br/files/uploads/2025/06/54578480608_405d3bcc21_c-800x468.webp)
“Houve a apresentação de alguns tópicos de considerações que poderiam levar, talvez – não foi decidido isso naquele dia –, a decretação de uma GLO ou de necessidades adicionais visando a segurança pública”, afirmou Garnier.
O ex-comandante também negou ter recebido qualquer documento relacionado ao tema. Segundo ele, a reunião incluiu apenas uma apresentação de conteúdo, sem entrega de material físico.
“Quando você fala em minuta, eu penso em documento, em papel que é entregue. Eu não recebi esse tipo de documento”, complementou Garnier.
O interrogatório de Almir Garnier faz parte da sequência de oitivas realizadas pelo STF com os réus do chamado núcleo central da investigação. Além dele, ainda serão ouvidos Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e vice de Bolsonaro nas eleições de 2022.