A classificação de facções criminosas como organizações terroristas foi discutida e rejeitada pelo Congresso Nacional em fevereiro deste ano, durante a tramitação do Projeto de Lei Antifacção, aprovado posteriormente com medidas de endurecimento contra o crime organizado.
O projeto foi aprovado por 370 votos a 110 na Câmara dos Deputados e, em seguida, de forma unânime no Senado. Após retornar à Câmara para nova análise, o texto foi aprovado novamente em votação simbólica, sem registro nominal de votos.

Durante as discussões, parlamentares chegaram a debater a possibilidade de enquadrar facções criminosas como organizações terroristas. No entanto, a proposta não foi incorporada ao texto final aprovado.
As medidas previstas no PL Antifacção ampliaram instrumentos legais de combate a organizações criminosas, mas não especificaram quais grupos poderiam ser equiparados a organizações terroristas.
A discussão ganhou um novo contexto após o governo dos Estados Unidos anunciar, na última quinta-feira 28, a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A decisão ocorreu após visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a Washington.