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“Não tem mais conversa”
Em novo protesto antidemocrático, Bolsonaro diz que “chegou no limite”
No Palácio do Planalto e aos gritos de “mito”, “Moro traidor”, “não desista” e “fechados com Bolsonaro”, o presidente afirmou que não irá mais admitir interferência em seu governo, dias depois de ser contrariado por decisões do Supremo Tribunal Federal
Redação
04/05/2020 | 05:00

O presidente Jair Bolsonaro participou neste domingo (3), em Brasília, de uma manifestação em favor de seu governo e repleta de palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na rampa do Palácio do Planalto e aos gritos de “mito”, “Moro traidor”, “não desista” e “fechados com Bolsonaro”, o presidente afirmou que não irá mais admitir interferência em seu governo. A declaração é dada depois de decisões do STF que contrariaram Bolsonaro, como a suspensão da nomeação de Alexandre Ramagem para o comando da Polícia Federal.

“O que nós queremos é o melhor para o nosso País, a independência verdadeira dos três Poderes, não apenas uma letra da Constituição. Chega de interferência, não vamos mais admitir interferência, acabou a paciência. Vamos levar esse Brasil para frente”, disse.

Ao defender a volta ao trabalho, mesmo com a pandemia de Covid-19, o presidente disse que “infelizmente” muitos serão infectados pelo novo coronavírus, e que muitos perderão suas vidas, mas emendou afirmando que “é uma realidade, que temos que enfrentar”.

“O País de forma altiva vai enfrentar seus problemas, sabemos do efeito do vírus, mas infelizmente muitos serão infectados, infelizmente muitos perderão suas vidas também, mas é uma realidade, e nós temos que enfrentar. Não podemos fazer com o que o efeito colateral do tratamento do combate ao vírus seja mais danoso que o próprio vírus”, disse.

Bolsonaro também afirmou que o Brasil “como um todo” reclama pelo volta ao trabalho e que governadores “irresponsáveis” estão destruindo empregos. “Brasil como um todo reclama volta ao trabalho, essa distribuição de empregos irresponsável por parte de alguns governadores é inadmissível, o preço será muito alto na frente, desemprego, miséria”, afirmou.

Também durante o ato de ontem, Bolsonaro disse que as “Forças Armadas” estão ao lado do seu governo e que pede a Deus que “não tenhamos problemas nesta semana” porque ele “chegou no limite”.

“Vocês sabem que o povo está conosco, as forças armadas ao lado da lei, da ordem, da democracia, liberdade também estão ao nosso lado. Vamos tocar o barco, peço a Deus que não tenhamos problema nessa semana, porque chegamos no limite, não tem mais conversa, daqui para frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço”, afirmou o presidente.

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