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Editorial

Editorial: Uma boa notícia, mas…

Confira o editorial desta sexta-feira, 26
Redação
26/08/2022 | 07:19

A notícia de que novos voos vão entrar em operação tendo Natal como origem ou destino é para ser comemorada. Afinal, o turismo é um dos principais segmentos econômicos do Rio Grande do Norte. O impulso nesse setor representa uma alavanca no desenvolvimento do Estado como um todo.

Por isso, é preciso celebrar que a Azul tenha anunciado que, durante a alta estação, Natal terá 177 voos extras. São turistas vindo de cidades como Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Campinas, no interior de São Paulo; de Uberlândia e Belo Horizonte, em Minas Gerais; e de Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná.

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Foto: Reprodução

As aeronaves operadas pela Azul têm capacidade de ocupação entre 136 e 174 passageiros. O que significa que Natal deve receber em torno de 30 mil turistas na temporada, somente desses novos destinos.

É necessário frisar, porém, que isso não basta para impulsionar o turismo local. Como ressaltaram autoridades do setor em entrevista ao AGORA RN, a cidade do Natal e outros cantos do Estado precisam de uma revisão geral em seus equipamentos turísticos, o que incluem acessos e infraestrutura básica nos locais mais frequentados.

Apelos do setor produtivo não faltam. Vice-presidente da associação dos hoteleiros, o empresário José Odécio Júnior chegou a dizer ao AGORA RN, em tom de lamento, que a orla urbana da capital potiguar é “um lixo”, se comparada com a orla de outros destinos.

Ele defende que existam políticas públicas permanentes independentemente de governo, além de um fortalecimento das entidades e secretarias ligadas ao turismo a ponto de oferecerem mais recursos.

Para uma cidade e um estado que vivem do turismo, a chamada indústria sem chaminé, contar apenas com a natureza não é suficiente para manter a cadeia forte e pujante. E não estamos falando de qualquer segmento. Só no turismo são mais de 100 mil empregos em atividade no Estado e mais de 50 atividades afetadas – o que beneficia do dono do hotel ao vendedor ambulante da praia.

É necessário muito mais. Governantes, em parceria com a iniciativa privada, precisam reformar e reestruturar equipamentos que foram sendo degradados com o tempo. A orla marítima de Natal, cartão postal do Estado, precisa estar mais apresentável para que o turismo venha, vá embora, mas retorne depois – e de preferência para passar mais dias e gastar mais dinheiro aqui.

Além disso, a segurança pública precisa de atenção especial, assim como a infraestrutura dos acessos. Isso sem falar na exploração de outros potenciais turísticos, como o turismo de aventura e o religioso. O que precisa caminhar, lado a lado, com qualificação de mão de obra.
O RN precisa potencializar (e aproveitar) as boas notícias e a generosidade da natureza.

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