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Ameaça

Austrália e Nova Zelândia têm recordes de casos em surtos da variante Delta

Países registraram 1.117 e 68 novos casos, respectivamente, nas últimas 24h, afetando estratégia de 'Covid zero' adotada pelas duas nações
O Globo
26/08/2021 | 14:52

A Austrália e a Nova Zelândia, países da Oceania que adotaram a estratégia de Covid zero, visando eliminar totalmente o vírus de seus territórios, estão tendo dificuldade para conter surtos da variante Delta. Nesta quinta-feira, os novos casos diários de Covid-19 da Austrália superaram a marca de mil pela primeira vez desde que a pandemia começou, chegando a 1.117. Na Nova Zelândia, foram registrados 68 novos casos nas últimas 24h, um recorde desde abril de 2020.

No caso neozelandês, uma infecção provocada pela variante mais contagiosa, que apareceu em Auckland na semana passada, pôs fim a seis meses sem registro de infecções locais no país. Já Sydney, maior cidade australiana, concentra a maior parte dos casos no país e ainda está lutando para acabar com o surto que começou no final de junho, mesmo depois de dois meses de quarentena. Nos dois países, que enfrentaram bem a primeira onda da pandemia, em 2020, a campanha de vacinação está atrasada em relação às dos demais países ricos.

Austrália e nova zelândia têm recordes de casos em surtos da variante delta
Pessoas esperam, em fila, para receberem vacina contra a Covid-19 em Sydney, na Austrália Foto: LOREN ELLIOTT / REUTERS
Equipe médica cuida de um paciente infectado com Covid-19 em UTI de hospital em Vannes, oeste da França Foto: LOIC VENANCE / AFP - 20/04/2021
Equipe médica cuida de um paciente infectado com Covid-19 em UTI de hospital em Vannes, oeste da França Foto: LOIC VENANCE / AFP – 20/04/2021
Médico examina um paciente COVID-19 em uma sala de pediatria usada como UTI no Hospital Guillermo Grant Benavente, em Concepción, no Chile. Número crescente de mortes pela COVID-19 está deixando o sistema de saúde chileno à beira do colapso.País tem ocupação recorde de leitos em UTIs Foto: GUILLERMO SALGADO SANCHEZ / AFP - 12/04/2021
Médico examina um paciente COVID-19 em uma sala de pediatria usada como UTI no Hospital Guillermo Grant Benavente, em Concepción, no Chile. Número crescente de mortes pela COVID-19 está deixando o sistema de saúde chileno à beira do colapso.País tem ocupação recorde de leitos em UTIs Foto: GUILLERMO SALGADO SANCHEZ / AFP – 12/04/2021
Membros da equipe médica veem informações em um smartphone na UTI hospital Clinique Oceane, na França Foto: LOIC VENANCE / AFP
Membros da equipe médica veem informações em um smartphone na UTI hospital Clinique Oceane, na França Foto: LOIC VENANCE / AFP
A técnica de enfermagem Semei Araújo Cunha coloca o que chama de 'mãozinha do amor', luvas cheias de água quente, em paciente internado com COVID-19, intubado em Unidade de Pronto Atendimento de São Carlos, São Paulo Foto: AMANDA PEROBELLI / REUTERS - 16/04/2021
A técnica de enfermagem Semei Araújo Cunha coloca o que chama de ‘mãozinha do amor’, luvas cheias de água quente, em paciente internado com COVID-19, intubado em Unidade de Pronto Atendimento de São Carlos, São Paulo Foto: AMANDA PEROBELLI / REUTERS – 16/04/2021
Fisioterapeuta examina um paciente com COVID-19 durante uma sessão no Hospital Isabel Zendal, em Madrid, Espanha Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP
Fisioterapeuta examina um paciente com COVID-19 durante uma sessão no Hospital Isabel Zendal, em Madrid, Espanha Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU / AFP
Um membro da equipe médica segura a mão de um paciente infectado com Covid-19 em Vannes, na França Foto: LOIC VENANCE / AFP - 20/04/2021
Um membro da equipe médica segura a mão de um paciente infectado com Covid-19 em Vannes, na França Foto: LOIC VENANCE / AFP – 20/04/2021
Membros da equipe médica observam um paciente com Covid-19 na UTI do hospital Clinique Oceane, em Vannes, oeste da França Foto: LOIC VENANCE / AFP
Membros da equipe médica observam um paciente com Covid-19 na UTI do hospital Clinique Oceane, em Vannes, oeste da França Foto: LOIC VENANCE / AFP
Membro da equipe médica coloca o equipamento de proteção antes de entrar na UTI Covid-19 em um hospital de Montevidéu, no Uruguai Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP - 20/04/2021
Membro da equipe médica coloca o equipamento de proteção antes de entrar na UTI Covid-19 em um hospital de Montevidéu, no Uruguai Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP – 20/04/2021
Um membro da equipe médica calça as luvas antes de cuidar de pacientes infectados com Covid-19 na França Foto: LOIC VENANCE / AFP - 20/04/2021
Um membro da equipe médica calça as luvas antes de cuidar de pacientes infectados com Covid-19 na França Foto: LOIC VENANCE / AFP – 20/04/2021
Trabalhadores de saúde atendem paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19, em hospital privado de Montevidéu, em 20 de abril de 2021. Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP
Trabalhadores de saúde atendem paciente em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19, em hospital privado de Montevidéu, em 20 de abril de 2021. Foto: PABLO PORCIUNCULA / AFP
Equipe do hospital de caridade português em Belém, no Pará, canta para um paciente com Covid-19 em um leito do hospital Foto: TARSO SARRAF / AFP - 04/04/2021
Equipe do hospital de caridade português em Belém, no Pará, canta para um paciente com Covid-19 em um leito do hospital Foto: TARSO SARRAF / AFP – 04/04/2021

Nesta semana, hospitais de Sydney montaram tendas de emergência ao ar livre para ajudar a lidar com um aumento de pacientes. A primeira-ministra do estado de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, disse que as autoridades quadruplicaram o número de ventiladores de terapia intensiva no estado para dois mil.

Embora o sistema esteja “sob pressão”, ele pode suportar a crise atual quando as taxas de vacinação aumentarem, disse ela. Cerca de 25% da população australiana foi totalmente vacinada, enquanto pouco mais de 44% receberam pelo menos uma dose.

Das 116 pessoas internadas em tratamento intensivo em Nova Gales do Sul, 102 não estão vacinadas. Três novas mortes foram relatadas, incluindo um homem de 30 anos que morreu em casa, levando os óbitos do atual surto para 79 e média móvel de óbitos para dois.

A Delta ameaça minar o sucesso inicial do combate ao coronavírus na Austrália, país que manteve seus números totais da pandemia relativamente baixos, com 47.840 casos e 989 mortes. Além de Sidney, a segunda maior cidade do país, Melbourne, e a capital, Camberra, também estão em quarentena, com mais da metade dos 25 milhões de habitantes do país sob rigorosas ordens de permanência em casa.

Na Nova Zelândia, a situação fez com que a primeira-ministra Jacinda Ardern reconhecesse que a variante Delta levará a mudanças na estratégia do combate à doença, como a aplicação mais precoce de quarentenas e uma testagem mais ampla. Ela afirmou que o objetivo continua sendo levar a zero o número de infectados no país, que desde o início da pandemia registrou apenas 3.227 casos.

A Nova Zelândia não registra mortes em razão da doença desde 15 de fevereiro e, do começo da pandemia até hoje, 26 pessoas morreram.

Segundo Ardern, vias alternativas poderão ser examinadas quando a taxa de vacinação aumentar. Hoje, 38% da população receberam ao menos uma dose da vacina e 20% estão totalmente imunizadas.