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Saúde
Associação Médica do RN defende tratamento precoce com ivermectina e outros contra a Covid
Apesar de ser contraindicado por diversas entidades médicas e pelo Conselho Nacional de Saúde, associação potiguar incentiva uso dos medicamentos como preventivo à infecção pelo novo coronavírus
Redação
26/01/2021 | 07:58

A Associação Médica do Rio Grande do Norte (AMRN) reforça que o tratamento precoce com medicamentos como ivermectina e cloroquina no combate à Covid-19 – usados desde o ano passado – interrompem o ciclo viral do novo coronavírus.

Na tarde desta segunda-feira 25, o presidente da AMRN, Marcelo Matos, também apresentou outros medicamentos que podem ser utilizados antecipadamente no combate ao vírus, como a heparina, usada para tratar as complicações tromboembólicas que podem surgir com a doença. “Nós podemos usar a ivermectina e hidroxicloroquina na primeira fase da doença, além dos corticoides e heparina na segunda fase, em casos de complicações, eles são eficazes para interromper a replicação viral”, explica.

De acordo com ele, o tratamento precoce já é utilizado, porém a categoria sofre com críticas por sua utilização. “A gente precisava divulgar isso porque foi politizado e propagado no país que não se deve utilizar esses remédios”, afirmou.

A Associação também esclarece que o uso dos medicamentos pode evitar maior número de internação nos hospitais e que apesar da chegada da vacina, nem todos podem se vacinar no momento e esta é uma alternativa para as pessoas que optarem pelo tratamento.

O presidente do Sindicato dos Médicos do RN, Geraldo Ferreira, confirmou que o tratamento precoce pode interromper a evolução do vírus em 75%. “Isso é muito relevante, não podemos desprezar isso e nem privar as pessoas do direito de se tratar. Além disso, podem ser usados também azitromicina, anita” pontuou.

O médico imunologista Fernando Suassuna lembra que o uso do medicamento contra a Covid-19 começou sem evidências no início, mas que agora tem sua comprovação pelos médicos e pelos pacientes. “É dos maiores medicamentos da história da medicina, começamos esse trabalho sem evidências, mas agora não temos dúvidas do seu uso para a Covid-19. A abordagem precoce significa tratamento na fase de replicação do vírus. Se for feita essa abordagem, morrerá pouca gente com essa doença. Nós temos evidências fortes cientificamente de que os medicamentos como a ivermectina e hidroxicloroquina funcionam” disse.

Em nota conjunta, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (AMB) afirmam que as melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no tratamento precoce para a Covid-19 até o presente momento.
E até mesmo remédios que têm comprovação científica de melhora da Covid-19, caso de corticoides como a dexametasona, que é indicada apenas para casos graves da Covid-19, precisam de monitoramento e podem fazer mal nos casos mais leves da doença, alerta a Organização Mundial da Saúde, que contraindica o uso para os casos mais leves.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) encaminhou, na noite de terça-feira passada 19, o ofício nº 17/2021/SECNS/MS ao Ministério da Saúde pedindo a revogação de qualquer instrumento que incentive o uso de medicamentos para Covid-19, sem eficácia e seguranças comprovadas e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O presidente do CNS, Fernando Pigatto, destaca que desde o início da pandemia o Conselho tem se posicionado contrário à indicação de qualquer medicamento para tratamento da Covid-19 sem eficácia comprovada.
“O que foi reafirmado pela Anvisa, em coletiva, durante o anúncio das vacinas. Portanto, estamos orientando por ofício que sejam revogadas toda e qualquer publicação do MS que orientem o tratamento precoce”, encerra Pigatto.

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