Cerca de 46 mil doses de vacinas foram aplicadas no Rio Grande do Norte durante o Dia D da campanha de multivacinação. Somente em Natal, mais de 9 mil doses foram administradas em um único dia. A mobilização segue até 1º de setembro nas unidades básicas de saúde e em pontos extras de atendimento.
Na capital potiguar, a vacina contra a Influenza foi a mais procurada durante a ação, com mais de 3 mil doses aplicadas. A campanha também registrou procura pela Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Na capital, foram aplicadas quase 4 mil doses desse imunizante, conforme os dados apresentados sobre a mobilização.

As vacinas ofertadas fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação. A campanha tem como objetivo atualizar a situação vacinal da população, principalmente de crianças e adolescentes que estejam com doses em atraso.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é alcançar cobertura de até 95% do público previsto. Para isso, as equipes de saúde orientam que a população procure os locais de atendimento e leve a caderneta de vacinação para avaliação.
“A gente tem a resposta de que esse chamamento funcionou, a população compareceu, e a gente precisa disso. Não adianta ter a disponibilidade dos imunizantes se a população não procurar e não se vacinar”, afirmou Lorena de Souza Araújo, chefe do Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Natal.
Segundo ela, a aplicação das doses contribui tanto para a proteção individual quanto para a redução da circulação de doenças na comunidade.
“Cada uma dessas doses aplicadas representa mais proteção, não só para quem tomou, mas também para o coletivo. A sensibilização da população é que faz com que a gente aumente a cobertura e o número de doses aplicadas”, declarou.
Apesar do encerramento da mobilização em 1º de setembro, as vacinas continuarão disponíveis regularmente nas unidades básicas de saúde e nos pontos extras mantidos pelos municípios.
As equipes reforçam que a conferência da caderneta deve ser feita de forma periódica, sobretudo durante a infância, período em que o Calendário Nacional de Vacinação concentra diferentes doses e reforços.
“Essa atualização é constante, principalmente quando a gente fala de crianças. Ela precisa ser feita para que a gente tenha cobertura alta e consiga resgatar os índices que foram sendo perdidos ao longo do tempo, até alcançar a meta de 95%”, explicou a representante.
A orientação é que crianças, adolescentes e adultos com vacinas pendentes continuem procurando as salas de imunização, mesmo após o encerramento da campanha. “A gente realmente precisa que a população continue nesse processo de procurar as salas de vacina e manter sua situação vacinal atualizada para que a gente tenha, de fato, a melhora nas nossas coberturas”, concluiu Lorena.