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Samanda critica escolha de suplentes de Zenaide Maia e Styvenson Valentim

Candidata ao Senado critica escolhas de Zenaide Maia e Styvenson Valentim e lembra que substitutos podem assumir o mandato durante os oito anos
Agora RN
22/09/2026 | 23:45

A candidata ao Senado Samanda Alves (PT) questionou a escolha dos suplentes de seus adversários e pediu que os eleitores pesquisem os nomes que integram cada chapa antes de definir o voto. A declaração foi dada nesta terça-feira 22, durante entrevista.

Segundo Samanda, a análise não deve ficar restrita aos candidatos titulares porque os suplentes podem assumir o cargo em caso de afastamento, licença, renúncia ou morte do senador eleito. O mandato no Senado tem duração de oito anos, e cada chapa é formada pelo titular e por dois suplentes.

Samanda Alves fala ao microfone durante entrevista
Candidata do PT ao Senado critica escolhas de Zenaide Maia e Styvenson — Foto: JOSÉ ALDENIR

“Você vai votar em um senador ou uma senadora e em dois suplentes, que podem assumir a qualquer momento nesses oito anos. Pesquise quem são esses suplentes”, afirmou.

A candidata direcionou as críticas às chapas da senadora Zenaide Maia e do senador Styvenson Valentim, que disputam a reeleição. Samanda afirmou que Zenaide escolheu dois empresários como suplentes e questionou a trajetória política dos integrantes da chapa.

“Vão para o Google e coloquem o nome dos suplentes da senadora Zenaide. Pesquisem vocês mesmos e tirem as conclusões”, declarou. Ela disse não querer fazer “juízo de valor”, mas defendeu que os eleitores verifiquem o histórico dos candidatos a suplente.

Ao falar sobre Styvenson, Samanda criticou a escolha da irmã do senador para integrar a chapa. “O senador Styvenson, que apresentou uma PEC contra o nepotismo, colocou a própria irmã para ser sua suplente”, afirmou.

A candidata também questionou se os suplentes dos adversários estariam preparados para representar o Rio Grande do Norte. “Quem são essas pessoas? O que elas entendem do Rio Grande do Norte? O que elas entendem das demandas do Rio Grande do Norte?”, perguntou.

Samanda comparou as escolhas dos adversários com a composição de sua chapa. Segundo ela, seus suplentes são uma vereadora de Mossoró e um representante dos professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os nomes não foram mencionados com clareza no trecho da entrevista.

“Eu tenho dois suplentes que tenho gosto de apresentar, que são qualificados, têm condições de assumir o Senado, se houver necessidade, e vão trabalhar pelo povo, não pelos próprios interesses”, disse.

Durante a entrevista, a candidata lembrou casos anteriores em que suplentes assumiram cadeiras do Rio Grande do Norte no Senado. Para Samanda, esse histórico mostra que a composição completa das chapas precisa ser considerada pelo eleitor.

“É muito comum que um suplente assuma o mandato. Então, preste atenção, vá para o Google, coloque o nome dos suplentes de todos os candidatos e pesquise quem são”, concluiu.

Apuração no STF

Durante a entrevista, Samanda Alves também defendeu a investigação de denúncias relacionadas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Questionada sobre como votaria no Senado diante de um eventual pedido de apuração, inclusive sob um governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ela afirmou que nenhum Poder deve ficar sem fiscalização.

“A gente não pode ter um poder no nosso país sem transparência. E doa a quem doer”, declarou. Segundo Samanda, as denúncias precisam ser apuradas “com muito rigor”, independentemente dos ministros envolvidos ou dos presidentes responsáveis pelas indicações ao Supremo.

A candidata disse que sua posição está alinhada à manifestação de Lula em favor da abertura das informações relacionadas aos casos. “O presidente Lula tem dito que espera que seja apurado com muito rigor”, afirmou.

Samanda também rejeitou a tentativa de atribuir a crise no Judiciário a apenas um grupo político. Durante a entrevista, ela lembrou que ministros envolvidos nos questionamentos foram indicados por presidentes de diferentes partidos e defendeu que o assunto não seja usado somente na disputa eleitoral.

“Eu acho que não é no colo de ninguém. Tem que investigar e pronto. O Lula está se posicionando a favor disso”, disse. Para a candidata, as apurações devem ocorrer sem divulgação seletiva de informações que possa interferir no processo eleitoral.

Além das investigações, Samanda defendeu uma reforma para tornar o Judiciário mais transparente e reduzir diferenças no acesso à Justiça. Ela citou como exemplo a demora enfrentada pela população que não dispõe de recursos para contratar advogados.

“A gente precisa de um Judiciário mais transparente, mais perto do povo. Não dá para uma mulher que não tem acesso a um bom advogado ficar esperando por uma resposta, enquanto alguém que tem um bom advogado consegue uma resposta com mais brevidade”, declarou.

A candidata não apresentou propostas específicas para a reforma, mas afirmou que pretende discutir o tema caso seja eleita. “É uma pauta que eu tenho disposição de discutir, conversar e dialogar no Senado Federal”, concluiu.