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Anistia

Moraes nega acordo sobre PL da Anistia após reunião com Temer

Ministro do STF afirmou ter conversado com Temer por cinco minutos e disse que não há texto do projeto; encontro contou com Hugo Motta, Paulinho da Força e Aécio Neves
Redação
19/09/2025 | 14:15

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, disse a interlocutores ter conversado apenas com o ex-presidente Michel Temer por cinco minutos na noite de quinta-feira 18 sobre o PL da Anistia, mas afirmou que não há acordo sobre os termos, já que ainda não existe texto do projeto.

Moraes também disse não saber que o encontro, que reuniu o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o relator do PL, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), consultou outros ministros do STF.

Moraes autoriza polícia penal a fazer vigilância integral na casa de Bolsonaro - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Reunião sobre o PL da Anistia ocorreu na residência de Michel Temer, em São Paulo, com participação de lideranças políticas - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A CNN apurou que o segundo ministro consultado pelos participantes da reunião foi Gilmar Mendes. O encontro ocorreu na casa de Michel Temer, em São Paulo.

Segundo Aécio Neves, a proposta deve ser apresentada na próxima semana e deve contemplar a redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, mas sem absolvição deles nem dos envolvidos na trama golpista.

“Estamos encontrando um caminho para esse projeto. Não pode ser cada um reafirmar sua posição. Hugo Motta participou remotamente e fizemos consulta a ministros do STF porque não adianta aprovar um texto que o STF considere inconstitucional. O STF tem que botar a cara nessa construção nova”, disse Aécio, nesta sexta-feira 19, à CNN.

Uma eventual prisão domiciliar para Jair Bolsonaro chegou a ser tratada durante as conversas, mas não deve constar no texto. A expectativa dos participantes da reunião, no entanto, é de que, em razão da idade e das condições de saúde do ex-presidente, o STF mantenha a medida de prisão domiciliar.

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