BUSCAR
BUSCAR
Política

Styvenson diz que vai andar armado e de carro blindado após atentado a Cabo Deyvison

Senador afirma que buscou reforço na segurança pessoal após ataque em Mossoró e critica cenário da segurança pública no Estado
Redação
24/06/2026 | 18:39

O senador Styvenson Valentim (Podemos) afirmou que o atentado contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) aumentou sua preocupação com a segurança durante a campanha eleitoral de 2026. Em entrevista à rádio 96 FM nesta terça-feira 23, o parlamentar disse que, após tomar conhecimento do ataque, passou a procurar medidas para reforçar sua proteção pessoal, como a utilização de veículo blindado, colete balístico e o porte de arma.

“Primeira providência que eu tive quando vi isso aí foi procurar ver se tem carro blindado para a gente locar, procurar usar colete agora, procurar andar armado. Ou seja, a sensação de segurança que a gente pensa que vê numa propaganda não é o que a população sente na rua”, declarou.

55249238339 3a882ca5a9 o
Senador Styvenson Valentim afirmou que reforçou seus cuidados com a segurança após o atentado contra o vereador Cabo Deyvison Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Questionado se teme pela própria segurança durante o período eleitoral, Styvenson respondeu de forma direta. “Sinto receio, claro”, afirmou. O senador relacionou a preocupação à sua atuação na área da segurança pública — ele é capitão da reserva da Polícia Militar — e lembrou que defende a classificação de facções criminosas como organizações terroristas.

“O Cabo Deyvison… dizem que ele faz isso e aquilo contra facção. E eu tenho um projeto de lei que criminaliza a facção, que torna a facção um dispositivo terrorista. Está parado na Câmara há três anos, na gaveta, esperando uma relatoria”, criticou.

O atentado citado pelo senador ocorreu na noite de 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo pelas redes sociais quando foi surpreendido por disparos de arma de fogo. O vereador foi atingido nas pernas, sobreviveu ao ataque e recebeu alta médica dias depois. Já seu assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, foi baleado nas costas e morreu ainda no local.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil já resultaram na prisão de três suspeitos. No dia seguinte ao crime, José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas foram capturados no Ceará e tiveram a prisão preventiva decretada pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e sequestro e cárcere privado. Nesta quarta-feira 24, a polícia anunciou também a prisão de Wilson Mariano da Silva Filho, apontado como o terceiro envolvido na ação criminosa. As investigações continuam para identificar todos os participantes e eventuais mandantes do atentado.

Ao comentar o caso, Styvenson lamentou a morte do assessor parlamentar e afirmou que o episódio reforça a percepção de insegurança no Estado. “Lamento a perda do Dyego, lamento demais. E lamento também a gente não ter soluções de forma rápida. Ou, se não, uma solução que tenha tranquilidade para andar em paz na sociedade”, declarou.

O senador também foi questionado sobre o histórico de episódios de violência envolvendo agentes políticos no Rio Grande do Norte. Para ele, o atentado contra Cabo Deyvison não tende a ser um caso isolado. “Esse não é o primeiro caso no estado do Rio Grande do Norte de crime contra políticos”, observou o entrevistador. Styvenson respondeu: “E nem vai ser o último. Tenho certeza de que, no governo que a gente vive aqui, no estado do Rio Grande do Norte, não vai ser o último”.