O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu prazo de 48 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a apreensão de uma arma pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz de trânsito em Brasília. Moraes quer saber se o caso pode ser enquadrado como “falta grave”, situação que pode justificar a regressão do regime de cumprimento da pena e até a revogação da prisão domiciliar.
O episódio ocorreu em 15 de junho, quando o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho foi abordado dirigindo um veículo oficial da Presidência da República. Durante a fiscalização, policiais encontraram uma pistola no carro. Inicialmente, o militar alegou possuir porte funcional, mas depois informou que a arma pertencia a Bolsonaro e que havia recebido o equipamento para realizar um reparo.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) esclareceu que o sargento não integra seus quadros, embora faça parte da equipe que presta apoio ao ex-presidente após o fim do mandato.
A defesa de Bolsonaro admitiu a propriedade da arma, mas sustentou que o equipamento estava desativado. Em depoimento prestado nesta terça-feira 23, o ex-presidente manteve a mesma versão.
O prazo da prisão domiciliar de Bolsonaro, concedida em março por motivos de saúde, se encerra nesta quinta-feira 25. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Moraes vinha cogitando prorrogar o benefício por mais 90 dias, mas o episódio da pistola pode enviar Bolsonaro de volta à Papudinha.