O avanço dos rebeldes houthis no Iêmen pressionou mais uma vez o preço do petróleo na quinta-feira 10 e aumentou o temor de problemas no abastecimento mundial. Às 9h30 no horário de Brasília, o barril do Brent, referência internacional, com entrega em novembro, era negociado a US$ 105,84, alta de 4,57%. O valor refletia as negociações daquele momento do pregão, e não o preço de fechamento.
Segundo fontes militares do Iêmen ouvidas pela agência Reuters, o grupo assumiu o controle do porto de Mocha, no Mar Vermelho. O movimento amplia o risco para os navios que passam perto do estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, num cenário de guerra que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irã.

O Brasil já reagiu à pressão vinda de fora. Na quarta-feira 9, o governo federal, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou mais alívio nos tributos cobrados sobre a gasolina e o etanol e um novo subsídio para o diesel, com o objetivo declarado de amenizar, por algum tempo, o impacto da crise externa sobre os combustíveis.
Com o anúncio, a desoneração da gasolina subiu para R$ 0,63 por litro. Para o diesel, o subsídio novo é de R$ 1 por litro. As medidas valem para todo o País, inclusive no Rio Grande do Norte. Esses valores, porém, são benefícios fiscais e subvenções, e não uma queda que já tenha chegado aos preços cobrados nas bombas dos postos potiguares.