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Petróleo

Houthis tomam porto no Mar Vermelho e petróleo Brent chega a US$ 105,84 o barril

Alta de 4,57% na manhã de quinta-feira aumenta o temor sobre o abastecimento mundial; no Brasil, governo ampliou desoneração da gasolina e criou subsídio ao diesel
Agora RN
11/09/2026 | 19:28

O avanço dos rebeldes houthis no Iêmen pressionou mais uma vez o preço do petróleo na quinta-feira 10 e aumentou o temor de problemas no abastecimento mundial. Às 9h30 no horário de Brasília, o barril do Brent, referência internacional, com entrega em novembro, era negociado a US$ 105,84, alta de 4,57%. O valor refletia as negociações daquele momento do pregão, e não o preço de fechamento.

Segundo fontes militares do Iêmen ouvidas pela agência Reuters, o grupo assumiu o controle do porto de Mocha, no Mar Vermelho. O movimento amplia o risco para os navios que passam perto do estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, num cenário de guerra que envolve os Estados Unidos, Israel e o Irã.

Vista aérea de uma plataforma flutuante de produção de petróleo em mar aberto, com embarcações ao fundo
Plataforma de petróleo da Petrobras — Foto: Petrobras/Divulgação

O Brasil já reagiu à pressão vinda de fora. Na quarta-feira 9, o governo federal, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou mais alívio nos tributos cobrados sobre a gasolina e o etanol e um novo subsídio para o diesel, com o objetivo declarado de amenizar, por algum tempo, o impacto da crise externa sobre os combustíveis.

Com o anúncio, a desoneração da gasolina subiu para R$ 0,63 por litro. Para o diesel, o subsídio novo é de R$ 1 por litro. As medidas valem para todo o País, inclusive no Rio Grande do Norte. Esses valores, porém, são benefícios fiscais e subvenções, e não uma queda que já tenha chegado aos preços cobrados nas bombas dos postos potiguares.