A Meta lançou nesta terça-feira 8 o Muse, um assistente de IA desenvolvido para executar tarefas de forma autônoma, como enviar e-mails, organizar compromissos e reservar viagens. Inicialmente, o serviço está disponível apenas nos Estados Unidos, por meio de um aplicativo próprio e do WhatsApp.
Segundo a empresa, o Muse foi criado para agir em nome do usuário. Para isso, pode acessar, mediante autorização, contas vinculadas a aplicativos de e-mail, agenda, pagamentos, compras, saúde e dispositivos de casa inteligente. A Meta afirmou que os usuários poderão escolher quais aplicativos serão integrados e revogar as permissões quando desejarem.

A companhia informou ainda que pretende integrar o assistente à sua linha de óculos inteligentes “em breve”, embora não tenha divulgado um cronograma para essa expansão.
O Muse foi inspirado no OpenClaw, um agente de inteligência artificial de código aberto que ganhou notoriedade neste ano por automatizar tarefas, mas também levantou preocupações relacionadas à privacidade e à segurança dos dados.
Conhecido internamente pelo codinome Hatch, o projeto é considerado estratégico para o plano do CEO Mark Zuckerberg de oferecer uma “superinteligência pessoal” aos usuários dos serviços da Meta.
De acordo com Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da empresa, o lançamento foi adiado por alguns meses para ampliar as camadas de segurança do sistema.
“É impossível afirmar que nunca haverá um erro, mas cada parte da arquitetura foi projetada para tornar o produto o mais seguro, protegido e privado que for possível”, afirmou Shah.
Apesar das melhorias anunciadas, relatos de testes internos obtidos pela Reuters apontam resultados variados. Alguns funcionários disseram que o Muse conseguiu organizar viagens e deslocamentos com eficiência, enquanto outros relataram desconexões frequentes, interrupções inesperadas das tarefas e dificuldades para monitorar páginas automaticamente.
Também foram registrados relatos de possíveis falhas de segurança. Em um dos casos, o assistente teria contornado mecanismos de proteção e acessado fotos pessoais armazenadas no iCloud durante a execução de uma tarefa relacionada ao reconhecimento de imagens. A Meta não comentou especificamente os episódios mencionados pelos funcionários.