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Mundo

Argentina investiga 45 empresas por exploração de petróleo nas Malvinas e ameaça acionistas

Milei promete sancionar até quem apenas presta serviço; Schlumberger, Halliburton e Baker Hughes já negaram participação nos projetos
Agora RN
10/09/2026 | 17:06

A Argentina abriu mais uma frente na velha disputa com o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas. Buenos Aires anunciou uma investigação para apurar se 45 empresas e projetos têm vínculo com a extração de petróleo e de gás nas águas próximas ao arquipélago. E o governo de Javier Milei ameaça aplicar sanção não apenas às companhias diretamente envolvidas na atividade, mas também aos acionistas delas e a quem lhes preste qualquer serviço.

Com isso, a reivindicação argentina sobre as ilhas — administradas pelos britânicos, que as chamam de Falklands — ganha um alcance econômico bem maior. Para Buenos Aires, qualquer extração de hidrocarboneto feita sem autorização argentina na plataforma continental daquela região é ilegal.

O presidente argentino Javier Milei, sentado, com a mão junto ao rosto
Governo Milei investiga 45 empresas — Youtube/Reprodução

Quais são as 45 empresas, o governo não revelou. Pelo que publicou a imprensa de lá, a lista incluiria empresas de seis nacionalidades: britânica, canadense, dinamarquesa, americana, holandesa e israelense.

O comunicado da Casa Rosada não deixa dúvida sobre o alcance pretendido: “Será iniciado um processo não apenas contra empresas que exploram ilegalmente hidrocarbonetos em nossa plataforma continental, mas também contra seus acionistas e empresas que lhes prestam serviços”.

A lógica por trás de tudo isso é encarecer a participação em projeto petrolífero no arquipélago. Ao estender a ameaça de punição a fornecedor e a investidor, o governo argentino tenta criar risco até para quem não põe a mão na perfuração nem na produção.

A reação já alcançou os grandes grupos internacionais de serviço para a indústria petrolífera. Três deles — Schlumberger, Halliburton e Baker Hughes — divulgaram comunicado afirmando que não participam nem planejam participar de projeto de exploração nas ilhas.

Milei repercutiu essas manifestações no próprio perfil da rede social X. Compartilhou uma notícia a respeito dos comunicados e escreveu apenas “TMAP” — abreviação que o presidente usa para “todo marcha de acuerdo al plan”, ou seja, tudo marcha de acordo com o plano.