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Dados

Intenção de consumo das famílias segue em recuperação lenta, diz estudo

Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal
Por Redação
21/03/2017 | 16:48

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 78,2 pontos em março de 2017, em uma escala de 0 a 200. Apesar de continuar abaixo da zona de indiferença (100 pontos), o índice aumentou 1,4% na comparação mensal e 0,9% em relação a março de 2016.

“Mesmo com os cortes na taxa básica de juros e a liberação de saques em contas inativas do FGTS, o maior volume de dinheiro em circulação deverá ser usado, primeiramente, na quitação de dívidas e redução do endividamento. Em seguida, ele seguirá para o consumo”, aponta Juliana Serapio, assessora econômica da CNC.

Intenção de consumo das famílias segue em recuperação lenta, diz estudo

Emprego em alta

Os dois componentes ligados ao emprego registraram pontuação acima da zona de indiferença. Emprego Atual atingiu 108,3 pontos e registrou alta de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,5% na comparação com março de 2016. Já a Perspectiva Profissional atingiu 103 pontos, um aumento de 1,1% ante fevereiro. Na comparação anual, manteve-se estável. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,5%.

Queda no consumo

Com a menor pontuação mensal (51,1 pontos), o subitem Nível de Consumo Atual apresentou queda de 2,4%, ante fevereiro, e recuo de 4,1%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. A maior parte das famílias, 60,8%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado. Já o componente Compra a Prazo teve aumento de 2,5% na comparação mensal e queda de 5,2%, em relação a março de 2016.

Após sete meses de alta, o subitem Momento para Duráveis teve queda de 1% na comparação mensal. Na comparação anual, no entanto, apresentou aumento de 6,6%. A taxa de juros ainda está alta para o consumidor, e a maior parte das famílias (70,3%) ainda considera o momento desfavorável para a aquisição de duráveis.

Expectativas

A perspectiva de consumo das famílias cresceu 3,1% em relação a fevereiro de 2016. Na comparação anual, o índice apresentou aumento de 13,1%, a sexta variação anual positiva desde agosto de 2014. O índice registrou 69,7 pontos.

A CNC espera relativa estabilidade nas vendas do comércio em 2017. A desaceleração da inflação já auxiliou na redução do ritmo de perdas do varejo no último trimestre de 2016. O volume vendido caiu 1,2% no quarto trimestre ante o terceiro trimestre do ano passado e após recuo de 1,6% no trimestre anterior.