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Automóveis

GM amplia linha do Sonic e eletrificação

Montadora prepara novas versões do SUV cupê, exportações para países da região e início da adoção de motores híbridos leves no Brasil
Por O Correio de Hoje
28/07/2026 | 16:02

A General Motors prepara uma nova etapa para sua estratégia de crescimento na América do Sul ao ampliar a linha do Chevrolet Sonic, iniciar as exportações do modelo para mercados da região e acelerar seu plano de eletrificação. Os anúncios foram feitos por executivos da companhia durante a celebração da marca de 5 milhões de veículos produzidos na fábrica de Gravataí (RS), unidade responsável pela fabricação do SUV cupê, e reforçam a aposta da montadora em um dos segmentos mais competitivos do mercado automotivo brasileiro.

O presidente da GM América do Sul, Thomas Owsianski, afirmou que o Sonic ganhará novas versões nos próximos meses e terá sua comercialização expandida para outros países da América do Sul, incluindo Argentina e Colômbia. Segundo o executivo, o modelo ocupa posição estratégica dentro do portfólio da Chevrolet por disputar um segmento que concentra parcela expressiva das vendas de veículos no Brasil. “O Sonic está em um segmento muito importante e que está crescendo muito no Brasil. Ele será um jogador importante dentro do nosso portfólio”, afirmou durante o evento.

Sonic 01
Montadora confirma novas versões do SUV e início das exportações - Foto: divulgação

Lançado mundialmente no Brasil em 2026, o Sonic passou a ser produzido em Gravataí (RS) ao lado da família Onix, marcando uma nova fase para a fábrica gaúcha. A unidade, inaugurada em 2000, tem capacidade para produzir até 330 mil veículos por ano e responde por cerca de metade das vendas da GM no mercado brasileiro. O novo SUV faz parte do ciclo de investimentos de R$ 1,2 bilhão destinado à modernização da planta, inserido em um programa mais amplo de expansão industrial da companhia.

O desempenho comercial do modelo também reforçou a decisão da montadora de ampliar sua oferta. Em maio, a Chevrolet informou que o Sonic alcançou 14 mil unidades vendidas logo após seu lançamento, o maior volume já registrado pela marca na estreia de um veículo no mercado brasileiro. O resultado consolidou o utilitário esportivo como principal lançamento da empresa em 2026 e fortaleceu a estratégia de expansão regional.

Paralelamente à ampliação da linha do Sonic, a General Motors confirmou que iniciará nos próximos meses a introdução de motores híbridos leves (MHEV) no mercado brasileiro. O vice-presidente da GM do Brasil, Fábio Rua, afirmou que os novos conjuntos mecânicos já estão “saindo do forno”, dando início ao plano de eletrificação da fabricante, que prevê investimentos de R$ 5,5 bilhões no país. Segundo o executivo, a tecnologia será gradualmente incorporada ao portfólio da marca.

A expectativa do mercado é que o primeiro modelo a receber a motorização híbrida leve seja o Tracker. De acordo com informações publicadas pelo GM Authority e confirmadas por executivos da empresa, os motores turbo 1.0 e 1.2 passarão a contar com um sistema elétrico de 48 volts, semelhante ao adotado por concorrentes no segmento, porém com maior capacidade de assistência ao motor a combustão. A eletrificação não deverá alterar a potência, que permanecerá em 115 cavalos na versão 1.0 e 141 cavalos na configuração 1.2 turbo.

Além do Tracker, o planejamento da GM prevê a adoção da tecnologia híbrida leve também no Sonic e na picape Montana. A estratégia representa a primeira fase do processo de eletrificação da companhia no Brasil, que inclui ainda o desenvolvimento de veículos híbridos plug-in e outras tecnologias de baixa emissão. O objetivo anunciado pela empresa é oferecer um portfólio totalmente eletrificado até 2030, acompanhando a transformação da indústria automotiva e o avanço da demanda por modelos com menor consumo de combustível e redução nas emissões de carbono.

A combinação entre expansão regional e eletrificação reflete a tentativa da General Motors de preservar competitividade em um mercado que passa por rápidas mudanças, impulsionado pela entrada de novas marcas, principalmente fabricantes chinesas, e pelo aumento da participação dos utilitários esportivos e veículos eletrificados. Ao ampliar a família Sonic e acelerar o desenvolvimento de tecnologias híbridas, a montadora busca fortalecer sua presença em segmentos de maior crescimento na América do Sul e consolidar a fábrica de Gravataí como uma das principais bases industriais da empresa na região.