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Editorial
Basta seguir o exemplo
Redação
15/06/2020 | 03:36

Cada país do mundo, mais ou menos desenvolvido, tem sua cota de problemas mal resolvidos. O fato é que não existe vida simples para ninguém nesses tempos de pandemia, nos quais todos sofrem de alguma maneira.

E continuarão assim até que a recuperação gradual se instale, voltando para a fase anterior à hecatombe do novo coronavírus, quando as coisas, mesmo não sendo as ideias, indicavam algum grau de confiança no futuro.

Não é algo mais possível de se afirmar agora no Brasil, convenhamos, diante das fraturas expostas no curso de uma guerra política instalada entre os poderes da República.

Essa situação agravou-se consideravelmente na última sexta-feira com a nota assinadas pelo presidente da República, pelo vice-presidente e o ministro da Defesa, acompanhada de uma declaração do chefe da Secretaria de Governo para “não esticar a corda”.

Obviamente, não é por aí que se resolvem as coisas numa democracia.
Enquanto tudo isso acontecia no fim da semana passada, nos EUA, a maior força bélica do planeta, o comandante das Forças Armadas, general Mark Milley, pedia perdão ao povo americano.

Por participar de uma caminhada, ao lado do presidente Donald Trump, da Casa Branca até a Praça Lafayette, onde o republicano tirou uma foto com a Bíblia em frente a uma igreja que tinha sido danificada por manifestantes durante atos antirracismo pela morte de George Floyd por policiais em Mineapolis.

Para que Trump pudesse chegar até o local, no último dia 1º, a polícia usou uma força desproporcional contra manifestantes pacíficos, que estavam na frente da residência oficial do presidente.

“Aprendi com o erro”, disse Milley, que foi criticado por atrelar as Forças Armadas a um evento político.

Deveríamos seguir o exemplo norte-americano.

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