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Editorial
Aglomeração não
Redação
22/07/2020 | 22:36

Desde que o isolamento social surgiu como uma necessidade de primeira grandeza para conter a velocidade de contágio do novo coronavírus, estados e municípios tiveram que lutar contra três forças poderosas: a necessidade de sobrevivência de muitas pessoas, que precisaram sair de casa em busca de trabalho; a falta de consciência de outras que resolveram romper a quarentena simplesmente por capricho individualista e, por último, mas não menos relevante, a negação da pandemia por parte do presidente da República.

Mesmo assim, graças aos esforços de parte dos cidadãos e dos governos municipais e estaduais, o RN saiu, pelo menos momentaneamente, da relação dos estados com curva em alta para o vírus.

Isso não impede que uma pessoa em situação de emergência em Natal tenha garantida hoje uma UTI à disposição, a menos que esteja disposta a arcar com salgadas despesas de um leito na rede privada, onde não existe o almoço grátis proporcionado pelo SUS.

Há quem diga que a população dos EUA sofreu mais nessa pandemia do que o Brasil não só pelo país liderar o número de contágios e mortes no mundo, mas porque lá não existe um Sistema Único de Saúde.

Infelizmente, há outras carências que temos aqui e que lá não existem.

De toda forma, quando se contempla essa situação, é impossível encontrar explicações que justifiquem as recentes aglomerações em praias da capital.

Embora a mesmíssima coisa tenha acontecido nos EUA, antecedendo um aumento brutal dos casos de coronavírus em vários estados americanos, é bom lembrar nada está ganho no Brasil e no Rio Grande do Norte para subsidiar tamanho desatino.

O adjetivo “inaceitável”, usado pela governadora Fátima Bezerra para qualificar a aglomeração na praia de Ponta Negra, numa manifestação endossada pelo prefeito Álvaro Dias, que não pode ser definido como aliado político, refletem algo que precisa ser comprado como um todo pela população.

Em outras palavras, o isolamento social não é brincadeira. Dele dependerá a diferença entre a vida e a morte. Literalmente.

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