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Diógenes Dantas

O lado bom e o lado ruim

Confira a coluna de Diógenes Dantas desta quinta-feira 2
Diógenes Dantas
02/04/2026 | 05:47

A filiação de Carlos Eduardo Alves ao União Brasil abre caminho para uma candidatura ao Senado no campo da centro-direita.

O projeto majoritário sempre esteve no radar do ex-prefeito de Natal.

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O lado bom e o lado ruim - Foto: Imagem gerada por IA

Desde o ano passado, Carlos Eduardo vinha dialogando com a federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV), mas as conversas não avançaram.

Sem interlocução com o grupo de Rogério Marinho — e sem espaço no bolsonarismo —, restou negociar com a federação União Progressista.

À primeira vista, a pré-candidatura de Carlos é positiva para Allyson Bezerra e negativa para Zenaide Maia.

O lado bom: Carlos Eduardo preenche a lacuna que faltava a Allyson no palanque de Natal e da região metropolitana, onde mantém recall relevante. Allyson ganha, portanto, um cabo eleitoral de peso.

O lado ruim: Zenaide deixa de reinar sozinha como prioridade da federação progressista ao Senado. Sem um segundo nome até então, avançava na conquista de apoios — sobretudo na Grande Natal.

Agora, terá de dividir espaço com Carlos Eduardo, o que tende a fragmentar sua base na região.

Com Styvenson Valentim liderando as pesquisas para o primeiro voto, Zenaide e Carlos Eduardo devem disputar a segunda vaga, tendo ainda concorrentes competitivos como Jean Paul Prates, Coronel Hélio e Samanda Alves.

Carlos Eduardo já assinou a ficha no União Brasil, mas ainda não está confirmado na disputa ao Senado. A resistência do grupo de Zenaide persiste e segue sendo considerada.

Acomodar o ex-prefeito na chapa majoritária é, hoje, um quebra-cabeça para a União Progressista — sob a liderança do ex-senador José Agripino Maia.

A volta dos que não foram

O senador Styvenson Valentim deve retornar ao Podemos, movimento que abre caminho para que o PSDB fique sob controle do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que permanece na sigla. O arranjo foi alinhado com a direção nacional tucana e contou com a anuência do parlamentar.

Voo tucano

Por falar em Ezequiel, confirmou ontem sua permanência no PSDB ao reunir suas tropas — sobretudo com foco na nominata de deputado estadual. O presidente da Assembleia Legislativa filiou dois colegas ao ninho tucano: Taveira Júnior e Cristiane Dantas.

Nova plumagem

Entre os novos nomes do PSDB, destacam-se o desembargador Expedito Ferreira, ex-presidente do TJ, e os vereadores Eriko Jácome e Leo Souza. Do interior, aparecem Júlia Almeida, Tuca Lisboa, Doutor Pio X e Rossane Patriota. Ezequiel projeta liderar uma nominata com 25 nomes para a Assembleia Legislativa.

Primeira suplência

Shirley Targino deixou a Secretaria de Assistência Social de Mossoró para cumprir agenda eleitoral até outubro. Oficialmente, a justificativa é atuar na campanha do marido, o deputado federal João Maia, que tentará a reeleição. Nos bastidores, porém, corre à boca miúda que Shirley deve assumir a primeira suplência da senadora Zenaide Maia, de quem é cunhada.

Contra o Messias, do outro

Rogério Marinho é uma das vozes mais críticas à indicação de Jorge Messias ao STF:

— Nós somos contra o fato de o presidente da República indicar um advogado seu, um amigo seu. Ele [Lula] não está preocupado com isso, mas nós estamos — declarou à imprensa.

Para o senador do PL, Messias representa a continuidade de um projeto de “aparelhamento” do Judiciário pelo PT.