Você já imaginou se Luiz Inácio Lula da Silva não for candidato à reeleição?
As palavras são dele, em entrevista ao ICL Notícias, veículo notadamente alinhado à esquerda:

— Eu não decidi se serei candidato ainda. Vai ter uma convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, vou ter que apresentar um programa — disse, indo direto ao ponto quando indagado sobre o cenário econômico e social: — Tá tudo ruim ainda.
Quando li a declaração pela primeira vez, achei que era manha do líder petista. Mas há algo mais acontecendo.
Lula parece isolado no campo da esquerda, sem diálogo com as principais figuras do Congresso Nacional, distante de setores do agronegócio, do empresariado, dos profissionais liberais e dos religiosos do segmento evangélico.
A seis meses da eleição, Lula soa cansado e sem coelhos para tirar da cartola. Isso tem nome e sobrenome: fadiga de material.
Isso quer dizer que ele jogou a toalha? Ainda não há fato concreto nesse sentido. No entanto, sua declaração nesta semana acende um sinal de alerta em todo o universo petista.
Por quê?
Porque a saída de Lula do páreo desmonta toda a estratégia do PT no Rio Grande do Norte para as eleições de outubro.
O que será de Cadu Xavier sem poder colar seu nome à imagem de Lula? O que vai sobrar de Samanda?
O que será de Fátima sem a perspectiva de assumir um cargo de relevância nacional em um eventual quarto mandato de Lula?
O que restará de discurso para petistas do porte de Natália Bonavides e Fernando Mineiro no enfrentamento aos bolsonaristas?
Será um verdadeiro tsunami. Terra arrasada. Devastação ideológica.
Os petistas não querem nem cogitar um cenário desses. Rezam todos os dias para Santa Rita de Cássia, padroeira das causas impossíveis.
Rio Jordão
Por falar em reza, não é para todo Messias que Rogério Marinho se ajoelha. O senador potiguar afirmou ontem que a indicação de Jorge Messias ao STF “não se trata de uma escolha trivial ou meramente administrativa”.
— Está em jogo a preservação da independência da mais alta Corte do país. A indicação recai sobre um nome diretamente vinculado a um projeto de poder e associado a iniciativas que tensionaram garantias fundamentais, especialmente a liberdade de expressão — disse Rogério, em nota pública.
Veto à dosimetria
Rogério Marinho também acompanha a pauta do Congresso no dia 30 de abril, quando será apreciado o veto do presidente Lula à redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
— É o primeiro passo para a pacificação do país, que só se concretizará quando aprovarmos a anistia ampla, geral e irrestrita, libertando o presidente Bolsonaro, hoje feito de refém, e garantindo a paz de pessoas exiladas por criticarem o sistema.
Eu sou de todo mundo
Allyson Bezerra disse que não vai pedir voto para nenhum candidato à Presidência da República. E explica:
— Independentemente de quem esteja sentado na cadeira do Palácio do Planalto, pode ter certeza de uma coisa: vou lá defender os interesses do Estado. Fiz isso quando Jair Bolsonaro era o presidente e faço agora com Lula — declarou o ex-prefeito de Mossoró.
Levou bomba
O TRE desaprovou, por unanimidade, as contas do PDT no Estado referentes ao exercício de 2022 e determinou a devolução de R$ 246 mil. À época, o presidente estadual da sigla era Carlos Eduardo Alves — hoje filiado ao União Brasil.