Carlos Eduardo Alves, coordenador da campanha de Allyson Bezerra em Natal, escolheu uma expressão dura para definir quem tenta reduzir a eleição estadual ao confronto entre Lula e Bolsonaro: “gigolôs da polarização”. Segundo ele, há candidatos que exploram um ódio artificial para esconder a ausência de propostas concretas para o Rio Grande do Norte.
A crítica atinge diretamente a estratégia que pode favorecer Cadu Xavier, candidato do PT, e Álvaro Dias, candidato do PL. Cadu procura associar sua candidatura à popularidade de Lula no Estado. Álvaro, por sua vez, depende do campo bolsonarista e da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Allyson tenta ocupar o espaço entre os dois polos, apresentando-se como alternativa voltada aos problemas locais.

Carlos sustenta que a campanha deve discutir saúde, educação, saneamento, meio ambiente, equilíbrio fiscal e capacidade de investimento. “Lula e Bolsonaro não moram no Rio Grande do Norte”, afirmou, ao defender que os próprios potiguares resolvam as dificuldades estaduais.
Na coordenação de Natal, promete uma campanha “arrojada” e “aguerrida”, com presença nas ruas e contato direto com a população. A aposta é transformar a força estadual de Allyson em vantagem também na capital, evitando que o debate nacional engula a disputa pelo Governo potiguar.